A análise de equipamentos apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo foi interrompida depois que peritos identificaram problemas nos lacres utilizados para acondicionar os materiais. As falhas foram consideradas um risco à preservação dos dispositivos e fizeram com que a Polícia Científica devolvesse os itens para que fossem novamente lacrados.
A informação foi divulgada pelo Metrópoles neste domingo (13). Entre os materiais encaminhados para análise estavam celulares, notebooks e pen-drives.
Segundo o Instituto de Criminalística, algumas das embalagens apresentavam espaços que permitiam a passagem de cabos e, em determinadas situações, até a retirada dos equipamentos. Para os peritos, as aberturas poderiam possibilitar o acesso aos aparelhos antes da realização dos exames.
Problema poderia afetar cadeia de custódia
A principal preocupação apontada pelos peritos envolve a cadeia de custódia, conjunto de procedimentos responsável por registrar e preservar a integridade de uma evidência desde sua apreensão até o exame pericial.
Em um dos registros, o Instituto de Criminalística apontou a possibilidade de ocorrer a “introdução física de objetos ou outros vestígios para o interior da embalagem protetora”.
A perita criminal Viviane Fleitas Menezes identificou problemas nos lacres de 13 sacos enviados para análise. Segundo o relatório, os espaços existentes nas embalagens poderiam permitir a conexão de cabos e, consequentemente, o acesso aos equipamentos.
“Apresentam vão suficiente para entrada de cabo de alimentação e transferência de dados, sendo possível manipulação de dados no interior do equipamento”, afirmou a perita.
Equipamentos passaram por novo lacre
Diante dos problemas encontrados, os materiais não foram periciados naquele momento. Os equipamentos foram devolvidos à Polícia Civil, que refez o acondicionamento e colocou novos lacres nas embalagens.
Depois da correção, os dispositivos foram preparados para um novo envio à Polícia Científica, com o objetivo de garantir condições adequadas para a realização dos exames.
A constatação dos peritos colocou em evidência a necessidade de preservar a integridade dos equipamentos durante todo o período entre a apreensão e a análise. Em investigações que envolvem provas digitais, a manutenção da cadeia de custódia é fundamental para registrar quem teve acesso aos dispositivos e assegurar que os dados examinados correspondam ao material originalmente apreendido.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Estado do Rio.











