O Pix alcançou um novo patamar de utilização no país. Na sexta-feira (4), o sistema registrou 318.073.816 transações liquidadas em apenas 24 horas, o maior número desde seu lançamento. As operações movimentaram R$ 186,89 bilhões, segundo dados do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), do Banco Central.
O movimento superou o recorde estabelecido em 5 de dezembro de 2025, quando foram contabilizadas 313.339.828 transferências. Naquele dia, o volume financeiro chegou a R$ 179,93 bilhões.
Além do aumento no número de operações, o valor médio movimentado por transação também avançou. Na sexta-feira, cada Pix ficou em R$ 587,58, ante R$ 574,24 no recorde anterior.
Criado pelo Banco Central e lançado em novembro de 2020, o sistema permite transferências e pagamentos instantâneos a qualquer hora do dia, inclusive aos fins de semana e feriados. As estatísticas do BC acompanham, entre outros indicadores, quantidade, valores e formas de iniciação das operações realizadas pelo Pix.
A nova marca chega em um momento em que o modelo brasileiro começa a despertar interesse também fora do país. O Banco Central e o Banco Central Europeu estudam a viabilidade de conectar o Pix ao TIPS, plataforma europeia de pagamentos instantâneos. As conversas ainda estão em fase inicial e não há integração aprovada.
Caso o projeto avance, a iniciativa poderá representar a primeira conexão internacional direta do Pix com outro sistema público de pagamentos instantâneos. Segundo informações obtidas pela Reuters, um eventual projeto-piloto é considerado para 2028, mas depende de análises técnicas, jurídicas e operacionais.
Enquanto essa possibilidade ainda está em estudo, o recorde registrado no Brasil mostra que o Pix continua ampliando sua presença nas transações cotidianas e estabelecendo novas marcas de utilização quase seis anos após entrar em funcionamento.
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