Uma linha, uma agulha e a vontade de construir novos caminhos. Em Quissamã, no Norte Fluminense, o bordado vem ganhando um significado que vai além do trabalho artesanal. Para cerca de 100 mulheres do município, a atividade se transformou em oportunidade de aprendizado, convivência e busca por independência financeira.
A iniciativa foi apresentada em reportagem do Portal VIU, produzida pelo jornalista Fabrício Cabral. O trabalho acompanhou a oficina “A Arte de Bordar pelo Brasil – Bordando Novos Amanhãs”, realizada no Centro de Referência de Assistência Social de Caxias.
Com 40 horas de capacitação, as participantes aprenderam técnicas de bordado, aplicação de pedrarias e customização de roupas. O curso também abordou caminhos para transformar as peças produzidas em uma possível fonte de renda.
O grupo reuniu mulheres inscritas no Cadastro Único, incluindo moradoras de comunidades rurais, pescadoras e quilombolas. Muitas encontraram na oficina um espaço para desenvolver habilidades, ampliar vínculos e recuperar a confiança para começar uma nova atividade.
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Para algumas participantes, o projeto também representa a possibilidade de recomeçar após períodos difíceis. Entre as alunas, há mulheres que enfrentaram situações de violência doméstica e agora buscam mais autonomia para reorganizar a própria vida.
Artesanato como oportunidade
O bordado carrega memória, identidade e conhecimentos transmitidos entre gerações. Quando associado à capacitação e ao empreendedorismo, também pode abrir portas para a comercialização de produtos e o fortalecimento da economia local.
Durante as aulas, as participantes puderam desenvolver peças próprias e conhecer possibilidades de divulgação e venda. A proposta é que o conhecimento adquirido não termine com o encerramento da oficina, mas seja usado na criação de pequenos negócios ou na complementação da renda familiar.
A ação contou com apoio da Prefeitura de Quissamã, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e do programa Acessuas Trabalho. O projeto teve coordenação de Fernanda Nadal, realização por meio da Lei Rouanet, patrocínio da TAG e produção executiva da Amora.
Os trabalhos confeccionados foram apresentados em uma exposição no auditório da Prefeitura. O encontro marcou o encerramento da formação e deu visibilidade à dedicação das participantes.
Mais do que ensinar pontos e técnicas, a experiência mostrou como uma atividade tradicional pode criar oportunidades concretas. Em cada peça produzida, estão presentes a cultura local, a criatividade e o esforço de mulheres que procuram escrever uma nova etapa de suas histórias.
A reportagem completa está disponível no Portal VIU. O vídeo também pode ser assistido no YouTube.
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