O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na sexta-feira (21) a quebra do sigilo das imagens do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) captadas durante a invasão do Palácio do Planalto em 8 de janeiro.
Com a decisão, todas as gravações deverão ser enviadas para investigação que está em andamento da Corte.
A determinação foi tomada após a gestão interina do GSI informar ao Supremo que uma sindicância foi aberta em 26 de janeiro pelo órgão para apurar a conduta de agentes que estavam em serviço, mas as imagens da ação dos vândalos não foram divulgadas em função do sigilo da investigação.
Moraes também mandou que a Polícia Federal (PF) realize, em 48 horas, o depoimento de todos os funcionários do GSI que foram identificados após gravações divulgadas pela CNN Brasil mostrarem o ex-ministro do GSI Gonçalves Dias e outros servidores no interior do Palácio do Planalto durante os atos golpistas.
Na decisão, o ministro afirmou que já havia determinado que todas as imagens da invasão deveriam ser anexadas à investigação dos atos que tramita no Supremo.
Pedido de exoneração
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, General Gonçalves Dias, pediu exoneração do cargo na quarta-feira (19).
Durante o dia, a CNN Brasil mostrou imagens dos ataques ao Palácio do Planalto, em 8 de janeiro, mostrando que o ministro Dias esteve no palácio na hora dos ataques, junto a outros militares.
Nas imagens mostradas pela emissora, militares do GSI circulam entre os invasores. O próprio ministro é filmado entre os vândalos.
O ministro havia sido convidado para prestar esclarecimentos, nesta quarta-feira, na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, justamente, sobre os ataques de 8 de janeiro.
Momentos antes da audiência, que havia sido marcada para as 14h, ele apresentou um atestado médico para justificar o não comparecimento à comissão.
Em resposta a matéria da CNN, o GSI divulgou nota dizendo que agentes de segurança do órgão atuaram para retirar os manifestantes do Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro, quando golpistas atacaram as sedes do governo federal, STF e Congresso Nacional.
O GSI afirmou que agiu, em um primeiro momento, para desocupar o 3º e 4º andar do palácio, concentrando os criminosos no 2º andar, até a chegada do reforço da polícia militar do DF, quando foi possível realizar as prisões.
Segundo o GSI, as imagens do Palácio do Planalto estão sob sigilo de inquérito policial, sendo que o órgão não autorizou e nem liberou qualquer imagem que não seja destinada aos órgãos responsáveis.
O GSI ainda disse que as condutas de agentes públicos do órgão estão sendo apuradas e, se forem comprovadas irregularidades, os autores serão responsabilizados.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República também afirmou, em nota, que todos os envolvidos em atos criminosos no dia 8 de outubro, civis ou militares, estão sendo identificados pela Polícia Federal, em inquérito autorizado pelo STF, e apresentados para a justiça.
Com informações da EBC e edição de Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.










