A corrida pelo Senado em São Paulo entrou em uma fase mais agressiva nesta terça-feira (1º), com troca de acusações entre Ricardo Salles (Novo) e André do Prado (PL).
O novo foco da disputa é o passado criminal de José Renato da Silva, ex-assessor que trabalhou na estrutura política ligada ao atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo.
Em entrevista ao Metrópoles, Salles citou a trajetória de José Renato para atacar o adversário. O ex-funcionário atuou como assessor de André do Prado entre 2013 e 2015 e, depois, trabalhou na liderança partidária até 2022.
José Renato foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em novembro de 2022 e condenado, em agosto de 2023, a 40 anos de prisão por estupro de vulnerável contra duas netas.
Durante as críticas, Salles também mencionou acusações envolvendo a filha do ex-assessor. A condenação judicial, no entanto, está relacionada aos crimes cometidos contra as duas netas.
A filha de José Renato também teve passagem pelo gabinete de André do Prado, mas em período anterior. Ela ocupou cargo comissionado entre 2011 e 2012, enquanto o pai passou a atuar como assessor apenas em 2013.
O caso começou a ganhar repercussão pública em 2022, após o surgimento das denúncias e o avanço da investigação. Quatro anos depois, o episódio voltou ao centro do debate político por causa da campanha eleitoral.
André do Prado reagiu às declarações e afirmou que José Renato estava lotado na liderança partidária quando as acusações se tornaram conhecidas.
Segundo o candidato do PL, o ex-assessor foi desligado assim que o partido tomou conhecimento da denúncia. Prado também declarou que desconhecia os fatos anteriormente e negou qualquer tentativa de acobertamento.
O presidente da Alesp ainda classificou a abordagem de Salles como exploração eleitoral de um caso que provocou sofrimento à família.
A controvérsia ocorre em meio à disputa pelas vagas paulistas no Senado. Pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto mostrou André do Prado com 7% das intenções de voto e Ricardo Salles com 4%, resultado que os coloca tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
Com o episódio novamente em evidência, o embate entre os dois candidatos passa a envolver também a tentativa de atribuir responsabilidade política pela presença do ex-assessor na estrutura partidária. Salles insiste em explorar essa relação, enquanto Prado rejeita qualquer vínculo com os crimes praticados por José Renato.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











