O julgamento dos policiais militares Rodrigo Correia de Frias e Marcos Felipe da Silva Salviano foi marcado para o dia 26, às 10h, no II Tribunal do Júri da Capital.
Kathlen tinha 24 anos e estava grávida de 13 semanas quando foi baleada no tórax em 8 de junho de 2021, no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio. Na ocasião, ela havia acabado de visitar a avó e foi atingida durante uma ação da Polícia Militar.
Após ser ferida, a jovem foi levada ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. Apesar do atendimento médico, Kathlen não resistiu ao ferimento.
Policiais foram enviados a júri popular
A decisão que determinou a submissão dos dois agentes ao Tribunal do Júri foi tomada pela juíza Elizabeth Machado Louro, titular da 2ª Vara Criminal.
Os policiais foram pronunciados com fundamento no artigo 413 do Código de Processo Penal. O enquadramento indicado na decisão considera dispositivos do Código Penal relacionados ao homicídio qualificado, ao resultado diverso do pretendido e à participação de mais de uma pessoa.
A pronúncia não significa que os acusados foram considerados culpados. Essa etapa processual indica que a Justiça identificou elementos considerados suficientes para que a acusação seja submetida à análise dos jurados.
Provas técnicas foram analisadas durante o processo
Ao determinar, em março de 2025, que o caso fosse levado ao Tribunal do Júri, a magistrada considerou diferentes elementos reunidos durante a investigação.
A causa da morte foi relacionada ao disparo de arma de fogo com base no laudo de necropsia e nos registros técnicos referentes aos ferimentos encontrados no corpo da vítima.
Quanto à autoria, a decisão apontou a existência de indícios suficientes para justificar o julgamento popular. A magistrada, porém, observou que os depoimentos reunidos no processo não permitiram estabelecer diretamente que o tiro que atingiu Kathlen tivesse sido disparado pelas armas utilizadas pelos dois policiais acusados.
Laudo de reprodução simulada integra as provas
Entre os elementos considerados pela Justiça está também o resultado de uma reprodução simulada realizada durante a investigação.
De acordo com a decisão judicial, o material técnico apresentou elementos que, nesta fase do processo, foram considerados suficientes para indicar uma possível relação dos acusados com o disparo que matou Kathlen.
A análise definitiva sobre a responsabilidade criminal dos réus caberá ao Tribunal do Júri. Durante o julgamento, os jurados deverão examinar as provas produzidas no processo e decidir sobre as acusações apresentadas contra os policiais.
A sessão marcada para novembro deverá retomar a análise das circunstâncias da operação no Complexo do Lins e dos elementos reunidos na investigação sobre o disparo que matou Kathlen Romeu.
Meta descrição: Policiais acusados pela morte de Kathlen Romeu serão julgados em novembro pelo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
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