No Estado do Rio, as torneiras do governo Cláudio Castro continuam fechadas. Em 100 dias neste novo exercício financeiro, o caixa único da administração ainda não descentralizou verbas para empenho das secretarias e órgãos da administração direta.
No setor de infraestrutura, os executivos das construtoras já estão fazendo romaria na capela de São Judas Tadeu, o padroeiro das causas impossíveis, para forçar a abertura do cofre.
Mas no momento até o santo tem limites. Com queda de arrecadação, 2023 promete ser um ano de vacas magras no território fluminense.
E o que está ruim ainda pode piorar. O governo também está de olho na pauta do STF (Supremo Tribunal Federal) para o segundo semestre. Há riscos da Corte pautar a votação da liminar no âmbito de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, que está barrando a nova Lei de redistribuição de royalties.
Se a lei for considerada constitucional, o Estado sofre, mas no caso de prefeituras, alguns gestores estarão pulando de qualquer altura. Principalmente a turma que acelerou no custeio confiando em arrecadação variável.
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