A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4) uma nova etapa da Operação Sem Desconto, investigação que apura irregularidades envolvendo descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ao todo, 18 mandados de busca e apreensão são cumpridos no Distrito Federal e no Maranhão.
A nova fase tem como foco possíveis crimes relacionados à lavagem de dinheiro e busca identificar movimentações financeiras que possam estar associadas ao esquema investigado pela PF.
Entre os alvos das medidas está o senador Weverton Rocha (PDT-MA). O advogado Willer Tomaz também é alvo da operação. Ele possui relações próximas com integrantes do meio político, entre eles o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A investigação pretende aprofundar a análise sobre eventuais operações financeiras realizadas por pessoas ligadas ao esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários. A operação desta terça-feira dá continuidade às apurações iniciadas pela Polícia Federal para identificar os responsáveis e rastrear os recursos supostamente movimentados de forma irregular.
Relação entre advogado e Flávio Bolsonaro
Willer Tomaz esteve com Flávio Bolsonaro em uma viagem realizada em 2025 para a Flórida, nos Estados Unidos. Na ocasião, os dois utilizaram um jato particular pertencente aos proprietários do laboratório União Química.
A presença do advogado entre os alvos da nova fase ocorre no contexto da apuração sobre possíveis movimentações financeiras relacionadas ao esquema investigado pela Polícia Federal.
Operação Sem Desconto
A Operação Sem Desconto investiga um esquema envolvendo descontos realizados sem autorização em benefícios pagos pelo INSS. As apurações procuram esclarecer como as cobranças foram efetuadas, quem teria se beneficiado dos valores e quais mecanismos financeiros podem ter sido utilizados para movimentar ou ocultar os recursos.
Com a nova operação, os investigadores buscam reunir documentos e outros elementos que possam contribuir para esclarecer a origem e o destino de valores relacionados às suspeitas.
As medidas desta terça-feira fazem parte do avanço das investigações e, por si só, não significam que os alvos tenham sido responsabilizados pelos crimes investigados. Eventuais responsabilidades deverão ser definidas a partir do andamento da apuração e das provas reunidas pelas autoridades.
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