A Campanha Nacional de Multivacinação começou nesta segunda-feira e mobiliza unidades de saúde de todo o país para ampliar a proteção de crianças e adolescentes com até 15 anos. A iniciativa segue até 1º de setembro e prevê um Dia D nacional no sábado, 22 de agosto.
Durante a campanha, os serviços de saúde estarão preparados para verificar a situação vacinal de cada criança e adolescente e aplicar as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação de acordo com a faixa etária e o histórico de imunização.
A estratégia busca principalmente identificar vacinas que estejam atrasadas e facilitar a atualização das cadernetas. Entre os imunizantes disponíveis está a tríplice viral, responsável pela proteção contra sarampo, caxumba e rubéola.
Por que manter a vacinação atualizada?
A imunização é considerada uma das principais ferramentas de prevenção contra doenças infecciosas e contribui para reduzir a circulação de agentes causadores de enfermidades na população.
O infectologista Igor Thiago ressalta que a participação dos pais e responsáveis é importante não apenas para proteger individualmente crianças e adolescentes, mas também para diminuir a possibilidade de transmissão em ambientes de convivência, como escolas e espaços comunitários.
Doenças que já provocaram casos graves, sequelas e mortes podem ser controladas por meio da vacinação. Entre os exemplos estão diferentes tipos de meningite e a hepatite A.
O infectologista Julival Ribeiro também reforça a relevância da imunização como estratégia de prevenção. Para ele, acompanhar a caderneta e garantir que as doses estejam em dia representa uma medida de cuidado que beneficia tanto a pessoa vacinada quanto a comunidade.
O que levar para a vacinação?
Pais e responsáveis devem apresentar um documento de identificação da criança ou do adolescente no momento do atendimento. A caderneta de vacinação também deve ser levada sempre que estiver disponível.
O documento permite que os profissionais de saúde verifiquem as doses já administradas e identifiquem eventuais vacinas que ainda precisam ser aplicadas.
Caso existam dúvidas sobre a situação vacinal, a orientação é procurar uma unidade de saúde para que a equipe faça a avaliação do histórico e indique as doses necessárias conforme as recomendações oficiais.
Rio de Janeiro terá pontos extras
Na cidade do Rio de Janeiro, além das unidades que normalmente oferecem vacinação, a campanha contará com pontos extras para ampliar o acesso da população aos imunizantes.
A expectativa é que mais de 1 milhão de pessoas sejam alcançadas pela mobilização na capital fluminense.
A ampliação dos locais de atendimento pretende facilitar a atualização da vacinação e estimular os responsáveis a verificarem a situação das cadernetas durante o período da campanha.
Vacinação ajuda a controlar doenças
A importância das campanhas de imunização pode ser observada ao longo da história da saúde pública. A vacinação teve papel decisivo no controle e na eliminação de doenças responsáveis por provocar milhares de mortes e complicações.
A varíola, por exemplo, foi erradicada mundialmente graças a uma ampla estratégia internacional de vacinação. A poliomielite também teve sua circulação reduzida de forma expressiva em diferentes regiões por meio da imunização.
Nesse contexto, a Campanha Nacional de Multivacinação representa uma oportunidade para que famílias verifiquem se crianças e adolescentes estão protegidos de acordo com as recomendações do calendário oficial.
A orientação é aproveitar o período da mobilização, procurar um serviço de saúde e apresentar a documentação disponível para que a equipe avalie quais vacinas estão em dia e quais precisam ser atualizadas.
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