A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta segunda-feira (3), uma operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de fornecer drogas, celulares e acessórios para presos do sistema penitenciário fluminense. A ofensiva é realizada na capital e em municípios da Região Metropolitana.
A ação é coordenada por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), com suporte da Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário. Os policiais cumprem mandados de prisão temporária e de busca e apreensão determinados pela Justiça.
Até o começo da manhã, três suspeitos haviam sido detidos. As diligências permanecem em andamento e os agentes também procuram outros possíveis integrantes do grupo investigado.
Investigação começou após apreensão de materiais ilícitos
A apuração teve origem depois que agentes impediram uma tentativa de introdução de drogas e telefones celulares em uma unidade prisional do estado.
A partir da ocorrência, investigadores passaram a empregar recursos de inteligência para identificar as pessoas envolvidas na tentativa de abastecer detentos com produtos proibidos.
Durante o trabalho, foram analisadas imagens, informações obtidas em diligências e dados financeiros. O cruzamento desses elementos levou os investigadores a identificar uma suposta estrutura organizada, na qual cada integrante teria uma função específica dentro do esquema.
Segundo a Polícia Civil, o grupo teria atuação coordenada para fazer chegar materiais ilícitos a integrantes de organizações criminosas que estão presos em diferentes unidades do sistema penitenciário fluminense.
Investigadores identificam movimentações financeiras suspeitas
A análise das movimentações bancárias de um dos principais alvos também chamou a atenção dos investigadores.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito teria movimentado mais de R$ 250 mil em transferências bancárias durante um período considerado curto. Para os investigadores, os valores não apresentariam compatibilidade com a capacidade financeira declarada pelo alvo.
As informações financeiras foram analisadas em conjunto com os demais elementos reunidos ao longo da investigação e contribuíram para embasar os pedidos de medidas cautelares apresentados à Justiça.
Operação continua no Rio de Janeiro
A operação segue em andamento nesta segunda-feira. Além do cumprimento dos mandados, os policiais realizam novas diligências para localizar outros suspeitos e aprofundar a investigação.
A intenção é esclarecer o funcionamento completo da estrutura investigada, identificar eventuais responsáveis pela distribuição dos materiais e reunir novas provas sobre a entrada de drogas, celulares e acessórios em unidades prisionais do estado.
As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil, que deverá avaliar os materiais apreendidos e os demais elementos obtidos durante a operação.
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