O cenário eleitoral do Rio de Janeiro ganhou uma nova configuração neste sábado (1º). O ex-governador Wilson Witzel, filiado ao Partido Democrata, anunciou que não seguirá na disputa pelo Palácio Guanabara e declarou apoio ao projeto eleitoral de Anthony Garotinho, do Republicanos.
A decisão foi apresentada por Witzel durante entrevista à TV Globo. Segundo o ex-governador, a retirada de seu nome faz parte de uma estratégia destinada a reduzir a divisão entre candidaturas identificadas com a centro-direita no estado.
O objetivo declarado é ampliar a competitividade de Garotinho e colocá-lo em condições de disputar uma vaga no segundo turno. Na avaliação de Witzel, o candidato do Republicanos poderá concorrer diretamente com Douglas Ruas, do PL, pela oportunidade de enfrentar Eduardo Paes, do PSD, na etapa decisiva da eleição.
A movimentação representa uma mudança no planejamento político de Witzel. Em junho, ele havia sido lançado pelo Partido Democrata como pré-candidato ao Governo do Rio, durante um evento realizado na sede estadual da legenda. Na ocasião, apresentou propostas nas áreas de segurança pública e educação e defendeu seu retorno à vida eleitoral.
Witzel governou o Rio de Janeiro a partir de 2019, mas foi afastado do cargo em 2020 e teve o mandato cassado definitivamente em 2021. O processo também resultou em uma inelegibilidade de cinco anos. Em 2022, ele tentou novamente disputar o governo estadual, mas teve o registro barrado porque os direitos políticos ainda estavam suspensos.
Anthony Garotinho, por sua vez, foi escolhido pelo Republicanos em julho para representar o partido na eleição estadual. A definição ocorreu após uma disputa interna com o ex-prefeito de Miguel Pereira, André Português. O partido informou que a escolha levou em consideração análises sobre o desempenho dos nomes apresentados nas pesquisas eleitorais.
Ex-governador do Rio entre 1999 e 2002, Garotinho retorna à corrida pelo Palácio Guanabara buscando recuperar espaço no cenário político fluminense. Ele também já exerceu os cargos de prefeito de Campos dos Goytacazes e deputado federal, além de ter concorrido à Presidência da República em 2002.
Com a retirada de Witzel, a expectativa é que parte de seus apoiadores seja direcionada à campanha do Republicanos. A aliança também pode ampliar o debate sobre a concentração das candidaturas de centro e de direita, especialmente diante do favoritismo demonstrado por Eduardo Paes e da presença de Douglas Ruas na disputa.
A transferência efetiva dos votos, no entanto, dependerá da capacidade de articulação das duas lideranças e da participação de Witzel na campanha. O anúncio representa, até o momento, um apoio político, mas os impactos sobre o eleitorado deverão ser avaliados ao longo das próximas etapas da eleição.
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