Uma possível ação de caça ilegal está sendo investigada após a morte de uma capivara resgatada com uma flecha atravessada no corpo na represa de Guarapiranga, na Zona Sul de São Paulo. O animal foi retirado da água ainda com vida, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.
O caso ocorreu neste domingo (26), quando frequentadores da represa perceberam que a capivara estava machucada e acionaram a Guarda Civil Metropolitana.
Agentes foram enviados ao local e realizaram o resgate. Em seguida, o animal foi levado ao Centro de Manejo e Reabilitação de Animais Silvestres para receber atendimento especializado.
Apesar dos procedimentos realizados pelas equipes responsáveis, a capivara morreu em consequência das lesões.
Exames deverão esclarecer causa da morte
A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente informou que o corpo do animal será submetido a exames necroscópicos.
A análise deverá detalhar os ferimentos e contribuir para o esclarecimento das circunstâncias em que a capivara foi atingida. As informações obtidas também poderão auxiliar o trabalho de investigação.
A Guarda Civil Metropolitana considera a possibilidade de o animal ter sido alvo de uma tentativa de caça ilegal. Até o momento, entretanto, nenhum suspeito foi identificado ou localizado.
A apuração deverá buscar elementos que permitam descobrir quem disparou a flecha e determinar se a agressão ocorreu nas proximidades da represa ou em outro ponto antes de o animal chegar à água.
Região abriga animais silvestres
A represa de Guarapiranga possui uma população expressiva de capivaras, frequentemente vistas circulando pelas margens e em áreas próximas à água.
O local também abriga outras espécies da fauna silvestre, tornando necessária a adoção de medidas de preservação e proteção ambiental.
A morte do animal provocou preocupação diante da suspeita de uma agressão intencional. O caso permanece sob responsabilidade da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente enquanto os exames e o levantamento de informações são realizados.
Animais feridos não devem ser tocados
As autoridades orientam que pessoas sem treinamento não tentem capturar, retirar ou tocar em animais silvestres encontrados feridos ou em situação de risco.
Mesmo debilitados, esses animais podem reagir de maneira imprevisível e provocar acidentes durante uma tentativa de aproximação.
O manejo inadequado também pode agravar as lesões e reduzir as possibilidades de recuperação. Por isso, a recomendação é preservar uma distância segura e acionar equipes especializadas.
Os profissionais responsáveis pelo resgate possuem equipamentos e conhecimento técnico para realizar a retirada do animal de forma adequada, diminuindo os riscos para a população e para a própria fauna.
Como pedir atendimento
Ocorrências envolvendo animais silvestres feridos, presos ou expostos a situações de perigo podem ser comunicadas à Guarda Civil Metropolitana Ambiental por meio do telefone 153, da Central de Atendimento de Urgência e Emergência.
A população também pode entrar em contato com a Divisão da Fauna Silvestre pelo WhatsApp, no número (11) 95220-0219.
As equipes poderão orientar sobre os procedimentos necessários e organizar o atendimento de maneira segura.
O caso da capivara continuará sendo investigado. A identificação do responsável pelo disparo poderá depender de relatos de testemunhas, imagens ou outras informações sobre movimentações suspeitas na região da represa.
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