A negociação entre os motoristas de ônibus do município do Rio de Janeiro e as empresas do setor terminou novamente sem acordo, mantendo a categoria em estado de greve.
A tentativa de conciliação ocorreu nesta quarta-feira no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), mas não houve avanço nas principais reivindicações dos trabalhadores.
Durante a audiência, o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) manteve a proposta de reajuste salarial de 5%.
O percentual, no entanto, ficou abaixo dos 12% reivindicados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Município do Rio de Janeiro.
Além da proposta de aumento nos salários, as empresas ofereceram reajuste de 6% no valor da cesta básica, elevando o benefício para cerca de R$ 700.
Representantes dos rodoviários, porém, afirmaram que, após os descontos aplicados, o valor líquido recebido pelos trabalhadores seria de aproximadamente R$ 600, considerado insuficiente pela categoria.
Diante do impasse, o sindicato convocou uma assembleia para esta quinta-feira, às 16h, na sede da entidade. Durante a reunião, os trabalhadores irão analisar o resultado da audiência e decidir quais serão os próximos passos da mobilização.
O sindicato também informou que pretende recorrer à Justiça. Conforme definido durante a audiência no TRT-1, tanto os representantes dos trabalhadores quanto das empresas terão um prazo de dez dias para apresentar recursos ao tribunal.
A categoria iniciou uma greve em 29 de junho, mas o movimento foi suspenso em 2 de julho após decisão do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro. Desde então, os motoristas permanecem em estado de greve enquanto aguardam uma solução para as negociações sobre salários e benefícios.
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