Durante o lançamento do Programa Brasil Soberano, nesta quarta-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo pretende transformar as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros em uma oportunidade para fortalecer a economia nacional e ampliar a presença do país em novos mercados internacionais.
Na cerimônia, Lula destacou que a estratégia do governo é preservar o ritmo de crescimento econômico por meio de investimentos e da expansão das relações comerciais com diferentes parceiros.
Segundo o presidente, parte dos recursos para financiar o novo programa virá do aumento da arrecadação obtida com as exportações de petróleo, além de outras iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico.
“O Brasil Soberano demonstra que nenhuma crise será capaz de interromper a trajetória de crescimento da economia brasileira”, declarou.
Diversificação das relações comerciais
Ao comentar as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos, Lula classificou a decisão como unilateral e afirmou que a medida foi adotada sem diálogo prévio entre os governos dos dois países.
O presidente defendeu a necessidade de ampliar a atuação brasileira no comércio internacional, fortalecendo parcerias com novos mercados e diversificando as relações econômicas.
Segundo ele, o atual cenário mundial incentiva países a buscar alternativas comerciais e ampliar mecanismos de cooperação e de pagamentos internacionais.
Como exemplo, Lula citou o avanço das negociações entre o Mercosul e a União Europeia, afirmando que o contexto internacional contribuiu para acelerar discussões que estavam em andamento há vários anos.
Brasil seguirá negociando com os Estados Unidos
Apesar das críticas às tarifas norte-americanas, o presidente afirmou que o governo brasileiro continuará aberto ao diálogo para tentar solucionar o impasse comercial.
Lula disse que o Brasil encaminhou diferentes propostas às autoridades dos Estados Unidos ao longo das negociações, mas afirmou que ainda não houve reciprocidade por parte do governo norte-americano.
Mesmo assim, reforçou que o país continuará defendendo o multilateralismo e a negociação diplomática como instrumentos para resolver divergências comerciais.
Segundo o presidente, a prioridade do governo é preservar a relação entre Brasil e Estados Unidos, sem abrir mão dos interesses nacionais e mantendo abertas as conversas para uma eventual revisão das medidas tarifárias.
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