Moradora do bairro Santa Cruz, na zona Oeste do Rio, a jovem Camila Fogaça Torres, de 33 anos, ficou paraplégica depois de um acidente de carro na Avenida Brasil, em julho do ano passado. Segundo ela, foi uma colisão provocada pela falta de iluminação e sinalização na via expressa.
Com fratura medular, teve três vértebras quebradas, passou por uma cirurgia em na cidade Paraíba do Sul (RJ), e permanece em tratamento contínuo com diversos especialistas no Rio. Um ano depois do acidente, Camila agora tenta se adaptar à nova rotina em uma cadeira de rodas.
O maior desafio, segundo ela, é vencer a falta de acessibilidade para chegar à clínica da rede pública onde faz tratamento. Ruas esburacadas, falta de rampa de acesso e também de medicamentos estão entre os problemas enfrentados diariamente pela cadeirante.
Com um smartphone, ela registrou esta rotina que contrasta com o Rio de Janeiro festivo propagado pelo governo do prefeito Eduardo Paes, principalmente nos períodos de carnaval.
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