A saída de Chico Machado (Solidariedade) da secretaria de Estado de Governo (Segov) para retomar o mandato na Alerj tem razões que a “rádio tamanco” ainda não alcançou.
Uma delas: há fortes sinais de que poderá disputar a Prefeitura de Macaé em 2024.
Em edição extra do Diário Oficial, o governador Cláudio Castro publicou nesta quarta-feira (29) a exoneração de Machado e a nomeação de Bernardo Rossi (Solidariedade), suplente que estava no exercício da função parlamentar durante a licença do titular. Foi um troca-troca (não confunda com saliência) sem traumas.
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Abertura de caminho
O cargo executivo tem um ônus elevado. Consome tempo e quem comanda a Segov vive em função das demandas encaminhadas por parlamentares em todos os níveis, além de prefeitos dos 92 municípios. Sobra pouco tempo para dedicação às bases eleitorais. Político de interior que não anda, não vai a enterro, festa de aniversário e cerimônias religiosas, não ganha eleição.
De volta ao legislativo, Chico Machado entraria em processo de energização para ser ungido candidato de Cláudio Castro e do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, na disputa sucessória da cidade que figura como locomotiva econômica do Norte Fluminense, assim como ganharia tempo para gastar sola de sapato.
Ponto invisível
O retorno também ocorre em um momento oportuno, porque o radar está captando uma tempestade econômica pelo caminho. A arrecadação do Estado despencou, o que obriga o governo apertar os cintos. Secretário terá que inserir o “não” no vocabulário. O desgaste será inevitável. Como diz o dito popular, “em casa que falta pão, todo mundo grita e ninguém tem razão”. Para resumir a ópera: ordenar despesas em tempos de crise é rabo de foguete.
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