A Justiça Federal decidiu manter a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (8). O político foi preso na terça-feira (7) pela Polícia Federal durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma organização criminosa.
Após a decisão judicial, Canella foi encaminhado para a Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
A prisão ocorreu na residência do ex-prefeito, em um condomínio de luxo localizado na Barra da Tijuca. Durante a abordagem, os agentes da Polícia Federal encontraram um fuzil de uso restrito dentro do veículo de Canella, arma classificada como de uso militar. Nas buscas realizadas no imóvel, também foram apreendidas outras armas, munições e relógios de alto valor.
Antes da prisão, Márcio Canella havia deixado o cargo de prefeito de Belford Roxo para cumprir os requisitos da legislação eleitoral e disputar uma vaga no Senado Federal pelo União Brasil.
Investigação envolve movimentação bilionária
A Operação Unha e Carne também realizou buscas contra o ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Marcus Amim. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a Polícia Federal, a investigação tem como objetivo identificar e interromper a atuação de uma organização criminosa suspeita de utilizar uma estrutura de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para realizar lavagem de dinheiro.
As apurações indicam possível envolvimento de agentes públicos no esquema. Um relatório de inteligência produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e enviado à PF apontou que o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em um período de seis anos.
De acordo com os investigadores, os suspeitos podem responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e outros delitos que possam ser identificados durante o andamento das apurações.
A Polícia Federal continua analisando documentos, equipamentos e materiais apreendidos durante a operação para aprofundar a investigação e identificar todos os envolvidos no suposto esquema.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












