Parlamentares do Reino Unido intensificaram a pressão sobre o governo britânico para que sejam adotadas sanções contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Justiça, Yariv Levin. A informação foi divulgada neste sábado (4) pelo jornal Sky News.
O pedido foi formalizado por meio de uma carta enviada à ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, assinada por 71 membros da Câmara dos Comuns e da Câmara dos Lordes, representando diferentes partidos políticos.
No documento, os parlamentares alegam que a responsabilidade por supostos abusos sistemáticos contra civis palestinos alcança as mais altas esferas do governo israelense.
O texto é liderado pelo deputado trabalhista Neil Duncan-Jordan e sustenta que sanções anteriormente aplicadas a outros ministros israelenses, como Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, não foram suficientes para provocar mudanças na política adotada por Israel em relação aos detidos palestinos.
Os signatários afirmam ainda que a situação teria se agravado nos últimos meses. A carta cita um relatório das Nações Unidas divulgado em fevereiro, além de episódios envolvendo denúncias de maus-tratos, decisões judiciais controversas e ações militares relacionadas a detenções.
Entre os casos mencionados estão acusações de abusos contra soldados israelenses investigados por supostos crimes contra detidos palestinos, além da interceptação de embarcações de ajuda humanitária em águas internacionais. Segundo os parlamentares, cidadãos britânicos que participaram dessas missões relataram agressões e disparos durante as operações.
Em resposta às declarações, o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido classificou como “vergonhosos” os relatos de maus-tratos e reforçou que todas as pessoas detidas devem ser tratadas com dignidade e respeito ao direito internacional.
O governo de Israel rejeita as acusações e afirma que suas forças militares e serviços de segurança atuam em conformidade com as normas internacionais, negando práticas de tortura ou abusos sistemáticos contra detidos palestinos.
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