Com várias cidades atingidas por inundação decorrente das fortes chuvas que atingem o Estado desde a última quinta-feira (23), o Acre ainda permanece em estágio de alerta laranja, porque os serviços de meteorologia sinalizam chuvas intensas e fortes rajadas de ventos em algumas regiões.
Só na cidade de Rio Branco, capital do Estado, mais de mil pessoas ficaram desabrigadas. O nível do Rio Acre, que corta a capital junto com seus igarapés, superou o nível de 16,51 metros neste domingo (26), uma alta de mais de 7 metros em relação ao que foi registrado antes das chuvas.
A cota de transbordamento do Rio é de 14 metros e o transbordamento provocou o alagamento de várias localidades. Só em Rio Branco, mais de 32 mil pessoas foram atingidas, sendo que 1.050 estavam desabrigadas, sendo acolhidas em abrigos improvisados em escolas.
Alerta laranja do Inmet tem validade até às 11h desta segunda-feira (27) e vale para todas as regiões do Acre. Quatro municípios do Acre estão em situação de emergência. pic.twitter.com/W5q11JIacY
— Diário da Guanabara (@diarioguanabara) March 26, 2023
Outras 20.180 ficaram desalojadas, sendo obrigadas a deixar suas casas, mas tiveram para onde ir. Entre domingo (26) e a manhã desta segunda-feira (27), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) anunciava previsão de precipitação de até 100 milímetros de chuva.
Só na última sexta-feira, segundo dados oficiais, foram 203 mm de chuvas em apenas duas horas, o equivalente a quase todo o volume esperado para o mês de março.
O alerta laranja de chuvas intensas abrange também outros estados do Norte e Nordeste, como Rondônia, Amazonas, Pará, Tocantins e Maranhão, onde ao menos 49 cidades já decretaram estado de emergência e adotaram a medida homologada pelo governo estadual.
Em Manaus, capital do Amazonas, as chuvas deixaram 172 famílias desabrigadas. No domingo, os ministros Marina Silva (Meio Ambiente e Mudanças do Clima) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), visitaram as áreas atingidas em Manaus e Rio Branco. Eles prometeram ações e recursos rápidos para atender as populações atingidas.
*Com informações da EBC e Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











