A greve dos rodoviários do município do Rio de Janeiro foi mantida e seguirá nesta quarta-feira (1º), após mais uma rodada de negociações terminar sem consenso entre representantes dos trabalhadores e das empresas de ônibus.
A decisão foi aprovada em assembleia realizada na tarde desta terça-feira (30), logo após a audiência de conciliação promovida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1). O encontro foi conduzido pelo desembargador Gustavo Alkmim e terminou sem avanço nas tratativas.
Inicialmente, uma nova audiência havia sido marcada para a próxima segunda-feira (6). Entretanto, o sindicato dos rodoviários solicitou a antecipação da reunião, pedido aceito pela Justiça. Com isso, uma nova tentativa de negociação ocorrerá nesta quarta-feira (1º), às 11h.
Após deixarem o TRT-1, os trabalhadores realizaram uma assembleia em frente ao prédio da Justiça do Trabalho e decidiram pela continuidade da paralisação. Durante a mobilização, foram registrados momentos de tensão, incluindo episódios de invasão e depredação de ônibus.
A categoria reivindica um reajuste salarial de 17% para os trabalhadores, além da fixação de piso salarial de R$ 5 mil para motoristas do BRT e de R$ 4 mil para os demais condutores.
Também fazem parte da pauta o aumento do vale-alimentação para R$ 1 mil, implantação de plano de saúde, adoção da escala de trabalho 5×2 e pagamento do intervalo para refeição como hora extra.
Os rodoviários ainda propõem que o reajuste salarial seja concedido em duas etapas: 8% a partir de julho e mais 8,3% em novembro.
Por outro lado, o sindicato das empresas, o Rio Ônibus, afirma que a situação financeira do setor impede o atendimento das reivindicações apresentadas.
A entidade sustenta que a queda na arrecadação e a redução dos subsídios pagos pela prefeitura por quilômetro rodado comprometem a capacidade das empresas de conceder aumentos maiores, mantendo a proposta de reajuste de 4,39%.
A expectativa agora está voltada para a audiência desta quarta-feira, quando trabalhadores e empresários voltarão à mesa de negociação em busca de um entendimento que permita encerrar a greve e restabelecer a normalidade no transporte coletivo da capital fluminense.
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