A produção cinematográfica “Dark Horse”, inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi apresentada ao público internacional durante um evento da direita conservadora realizado em Las Vegas, nos Estados Unidos.
A primeira exibição ocorreu na segunda-feira (15), durante o Fraud Fighter Summit, com o objetivo de atrair distribuidores interessados em levar o longa aos cinemas norte-americanos.
O filme foi apresentado em um painel que reuniu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o diretor Cyrus Nowrasteh. Durante o debate, mediado pelo influenciador Juan O’Savin, Eduardo afirmou que considera a produção uma ferramenta importante na disputa cultural e defendeu a estratégia de lançar a obra em língua inglesa para ampliar seu alcance internacional.
Segundo o ex-deputado, produzir o filme em inglês reduz barreiras para sua distribuição global e amplia o potencial de influência da obra. Durante sua participação, ele comparou esse potencial ao do filme “Exterminador do Futuro 2”, lançado em 1991.
Ao comentar a repercussão da produção, Eduardo Bolsonaro afirmou que a obra poderá provocar forte reação entre seus opositores e declarou que esse é um dos objetivos do projeto.
Questionado sobre controvérsias envolvendo o financiamento do longa, Eduardo mencionou apenas uma ação na Justiça Eleitoral e não comentou a investigação da Polícia Federal que apura a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com o financiamento da produção.
O diretor Cyrus Nowrasteh afirmou que todas as etapas do projeto foram realizadas dentro das exigências legais e declarou que os órgãos públicos só tiveram conhecimento da produção quando as gravações já estavam em fase final.
Durante o evento, o cineasta também afirmou acreditar que o filme poderá influenciar o cenário político brasileiro e manifestou expectativa de que a obra fortaleça uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Na terça-feira (16), um dia após a apresentação do filme, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão por sua atuação nos Estados Unidos em articulações para promover sanções contra ministros da Corte. A decisão foi proferida posteriormente ao evento realizado em Las Vegas.
Embora a condenação ainda não tivesse ocorrido durante o encontro, Eduardo Bolsonaro respondeu a perguntas do público sobre sua atuação nos Estados Unidos.
Em sua fala, afirmou que manteve contatos com integrantes do governo norte-americano relacionados à adoção de sanções contra um ministro do STF e declarou que acreditava que seu pai seria condenado no julgamento em curso, sustentando que as acusações contra ele teriam motivação política.
As declarações feitas durante o evento refletem a posição de Eduardo Bolsonaro. Os desdobramentos judiciais e as investigações mencionadas seguem sujeitos às decisões das autoridades competentes.
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