A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, ganhou um novo elemento com a análise de vídeos antigos publicados nas redes sociais por um dos investigados no caso.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo nesta quinta-feira (17), um dos três suspeitos presos, identificado como o instrutor Luis Felipe, havia compartilhado, há cerca de quatro anos, registros de saltos realizados em condições semelhantes às verificadas no local onde ocorreu o acidente fatal.
As imagens mostram a prática do esporte radical em estruturas parecidas com as utilizadas na atividade que terminou com a morte da jovem.
O material passou a fazer parte do conjunto de provas analisado pela Polícia Civil durante a investigação.
Maria Eduarda morreu durante a realização do salto após um acidente que, conforme a apuração inicial, pode estar relacionado a falhas nos protocolos de segurança adotados pelos responsáveis pela operação. Em razão das investigações, três pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no caso.
Os investigadores seguem reunindo documentos, analisando equipamentos e verificando registros das atividades promovidas pela empresa responsável pelo rope jump.
A intenção é esclarecer se houve negligência, imprudência ou descumprimento das normas técnicas e de segurança exigidas para esse tipo de prática esportiva.
A repercussão do caso também reacendeu discussões sobre a regulamentação e a fiscalização de esportes de aventura no Brasil. Especialistas destacam a importância da adoção de protocolos rigorosos, inspeções periódicas dos equipamentos e capacitação das equipes para reduzir riscos e garantir a segurança dos participantes.
As investigações continuam em andamento e deverão apontar as responsabilidades dos envolvidos após a conclusão das perícias e da análise de todas as provas reunidas.
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