A tentativa do banqueiro Daniel Vorcaro de firmar um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal voltou a ser rejeitada nesta quinta-feira (11), segundo apuração da GloboNews.
Esta é a segunda negativa das autoridades em relação às propostas apresentadas pela defesa do empresário, que é dono do Banco Master.
Vorcaro permanece preso em Brasília no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes no sistema financeiro com movimentação estimada em até R$ 12 bilhões, conforme informações levantadas no curso da apuração.
As negociações envolvendo possível delação seguem sob análise conjunta da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (Procuradoria-Geral da República), que ainda avalia os termos apresentados pela defesa.
De acordo com fontes ligadas à investigação, a nova proposta não teria trazido elementos considerados relevantes em relação ao conjunto probatório já reunido pela PF, incluindo documentos e dados extraídos de dispositivos apreendidos durante a operação.
Também há avaliação de que o conteúdo apresentado não ampliaria de forma significativa o avanço das investigações.
As apurações avançaram a partir da análise de mais de oito celulares apreendidos com o investigado. Parte do material periciado teria revelado indícios que vão além das suspeitas iniciais de fraudes financeiras, apontando possíveis conexões com outros tipos de ilícitos ainda sob análise.
Entre os elementos investigados estariam indícios de corrupção, possível atuação de organização criminosa e menções ao uso de estruturas paralelas para monitoramento de adversários e obtenção de informações sigilosas. Esses pontos, no entanto, ainda dependem de confirmação pelas autoridades.
A decisão de rejeição da nova proposta já foi comunicada ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), ministro André Mendonça.
A Polícia Federal e a PGR seguem à frente da investigação enquanto a defesa do banqueiro busca uma nova tentativa de negociação.
A primeira proposta de delação já havia sido recusada anteriormente sob o entendimento de ausência de fatos novos e de reconhecimento de responsabilidade criminal, o que enfraqueceu a possibilidade de acordo.
Vorcaro foi novamente preso em março durante fase da operação que também investiga possíveis irregularidades em tentativa de aquisição de uma instituição financeira pública ligada ao Governo do Distrito Federal.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











