Em palestra durante evento que reuniu o movimento de extrema direita nos EUA, o ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (PL), afirmou que em seu governo não permitiria o atracamento de embarcações iranianas no Brasil.
Bolsonaro participou da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), evento promovido pelo Partido Republicano.
Ao falar sobre as embarcações, ele aproveitou a polêmica envolvendo os navios de guerra iranianos que receberam autorização do governo Lula para atracar no porto do Rio de Janeiro.
O tema desagrada a Casa Branca, provocando ruídos entre a diplomacia brasileira e dos EUA. “Se eu fosse presidente, não teríamos esse problema com os navios iranianos”, disse Bolsonaro.
O ex-presidente, no entanto, não comento a tentativa de seu governo de trazer de forma ilegal para o Brasil um conjunto de joias avaliado em € 3 milhões (R$ 16,5 milhões) da Arábia Saudita. O tema, nos últimos dias, pauta a cobertura jornalística no país.
Os Estados Unidos veem a presença das embarcações iranianas no porto brasileiro como uma provocação, e condenaram por meio de diferentes canais, a chegada do porta-helicópteros IRIS Makran e a fragata IRIS Dena às águas brasileiras.
Na sexta-feira (03), o ex-chanceler brasileiro e assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Celso Amorim, disse que estava surpreendido com a repercussão do caso, tendo em vista que o Brasil é um Estado soberano e o Irã “não é nosso inimigo”.
Bolsonaro está nos EUA desde 30 de dezembro. Ele viajou para a Flórida antes de terminar o mandato e rompeu a tradição de passar a faixa para seu sucessor, evitando um encontro com o adversário Luiz Inácio Lula da Silva.
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