Pouco mais de três semanas após seu lançamento, o programa Brasil Contra o Crime Organizado já apresenta resultados expressivos no combate às facções criminosas em todo o país.
De acordo com o primeiro balanço divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, mais de 67 toneladas de drogas foram apreendidas desde o início das operações, em 12 de maio.
Nesse período, foram realizadas 11 ações integradas envolvendo forças de segurança federais, estaduais e municipais. Além dos entorpecentes retirados de circulação, as operações resultaram na apreensão de 639 armas de fogo, quase 27 mil munições, mais de mil veículos e na prisão de 473 pessoas.
Criado pelo Governo Federal, o programa tem como objetivo fortalecer a atuação conjunta dos diferentes níveis de governo para combater o crime organizado de forma coordenada.
A iniciativa prevê investimentos superiores a R$ 11 bilhões, distribuídos em quatro áreas estratégicas: enfraquecimento financeiro das facções, retomada do controle do sistema prisional, aprimoramento das investigações de homicídios e combate ao comércio ilegal de armas. Segundo a Secretaria Nacional de Segurança Pública, os impactos financeiros sobre as organizações criminosas também superaram as expectativas iniciais.
Com um investimento de pouco mais de R$ 30 milhões nas primeiras semanas, o prejuízo estimado para as facções já ultrapassa R$ 361 milhões, o equivalente a quase R$ 12 em perdas para os grupos criminosos a cada R$ 1 aplicado pelo programa.
O resultado representa um desempenho 251% superior ao previsto para os primeiros 90 dias da iniciativa. Entre as próximas etapas do programa está a instalação dos dois primeiros Escritórios Nacionais Antifacção, previstos para entrarem em funcionamento ainda neste mês em São Paulo e no Rio de Janeiro.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria Nacional de Segurança Pública. O planejamento também contempla a criação de novas unidades em Fortaleza, Manaus e Foz do Iguaçu, consideradas cidades estratégicas para o enfrentamento ao crime organizado. Outra frente prioritária será a modernização do sistema prisional brasileiro.
A partir deste mês, a Secretaria Nacional iniciará a entrega gradual de equipamentos, tecnologias e viaturas para 138 unidades prisionais consideradas estratégicas. O investimento previsto para essa etapa é de quase R$ 185 milhões.
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