O mercado automotivo brasileiro registrou em maio uma forte presença de montadoras chinesas entre os veículos mais vendidos em diversas regiões do país.
Dados divulgados pelo portal Poder360, com base em informações da Fenabrave, mostram que modelos da BYD e da Geely lideraram os emplacamentos em 19 das 26 unidades da federação.
O destaque do período foi o BYD Dolphin Mini, que alcançou 7.577 unidades vendidas em todo o território nacional. O modelo figurou como o mais emplacado em estados como Acre, Amazonas, Pará, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal, evidenciando sua ampla aceitação em diferentes mercados regionais.
Apesar do avanço dos veículos elétricos da marca chinesa, o carro mais vendido no Brasil em maio foi o Volkswagen Polo, com 10.543 unidades comercializadas no período.
Outra marca que ganhou espaço no mercado foi a Geely, que teve desempenho relevante com o modelo EX2, líder de vendas em estados do Nordeste como Piauí, Paraíba, Sergipe e Rio Grande do Norte. O desempenho reforça a expansão da presença de fabricantes asiáticas no setor automotivo brasileiro.
No recorte estadual, a sul-coreana Hyundai também manteve forte competitividade, com destaque em mercados como Paraná, Espírito Santo, Goiás e Mato Grosso, impulsionada por modelos como HB20 e Creta.
O crescimento das montadoras chinesas no Brasil está inserido em um movimento mais amplo de expansão da indústria automotiva da Ásia no país.
Nos últimos anos, essas empresas têm intensificado investimentos em produção local, logística e infraestrutura, incluindo a instalação de fábricas e centros de distribuição.
Um dos principais exemplos dessa expansão é a operação da BYD no polo industrial de Camaçari, na Bahia, que vem se consolidando como um centro estratégico para a produção e adaptação de veículos eletrificados no mercado brasileiro.
Especialistas do setor apontam que a chegada e consolidação dessas marcas podem provocar mudanças estruturais na cadeia automotiva nacional, com impactos que vão desde a geração de empregos até a reorganização da competitividade entre montadoras tradicionais e novos players do mercado.
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