O Ministério Público Federal (MPF) solicitou esclarecimentos à Meta após denúncias de bloqueios de perfis ligados à comunidade LGBTQIA+ no Instagram.
A medida foi adotada depois de uma representação apresentada pela organização Sleeping Giants Brasil, que apontou a suspensão de dezenas de contas voltadas à defesa de direitos, informação e representatividade desse público.
Segundo a denúncia, mais de 100 perfis teriam sido removidos ou suspensos pela plataforma, afetando páginas que, juntas, acumulam mais de 1,5 milhão de seguidores.
As contas são descritas como espaços dedicados à divulgação de conteúdos relacionados à cidadania, combate à discriminação e visibilidade da população LGBTQIA+.
A organização responsável pela representação afirma que os bloqueios ocorreram em um período considerado significativo para a comunidade, próximo ao Dia Internacional de Combate à LGBTfobia e à realização da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.
De acordo com o documento encaminhado ao MPF, parte das contas foi restabelecida após a repercussão pública do caso na imprensa e nas redes sociais.
No entanto, novos bloqueios teriam ocorrido posteriormente, levantando questionamentos sobre os critérios utilizados pela empresa para aplicar as medidas.
Diante das informações apresentadas, o Ministério Público Federal requisitou à Meta detalhes sobre as razões que motivaram as suspensões.
O órgão busca saber quais regras teriam sido supostamente descumpridas pelas páginas afetadas e se houve relação entre os bloqueios e eventuais mudanças nas políticas de moderação de conteúdos considerados discriminatórios.
Além disso, o MPF também pediu esclarecimentos sobre os casos em que os perfis foram reativados após a divulgação pública das denúncias e solicitou que a empresa apresente outras informações consideradas relevantes para a apuração dos fatos.
O episódio reacende o debate sobre transparência, moderação de conteúdo e liberdade de expressão nas plataformas digitais, especialmente em relação a grupos que utilizam as redes sociais como espaço de informação, mobilização e representação social.
Até o momento da publicação, a Meta não havia divulgado posicionamento oficial sobre os questionamentos apresentados pelo Ministério Público Federal.
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