A Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor e o Procon-RJ apreenderam cerca de 250 quilos de café adulterado, fraudado ou considerado impróprio para consumo durante mais uma etapa da Operação Café Real no interior do Rio de Janeiro. A ação passou por municípios como Santo Antônio de Pádua, Miracema, Barra do Piraí e Três Rios. Publicações dos órgãos e da imprensa regional indicam apreensão de aproximadamente 240,250 kg a 250 kg, variação comum em balanços preliminares e consolidados da fiscalização.
A operação tem como objetivo combater fraudes na cadeia de comercialização do café e retirar das prateleiras produtos em desacordo com a legislação. Segundo os órgãos de fiscalização, os itens recolhidos apresentavam irregularidades e desconformidades que podem representar risco à saúde do consumidor.
Desde o início da Operação Café Real, mais de 16 toneladas de produtos irregulares já foram retiradas de circulação no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa fluminense passou a integrar um movimento mais amplo de fiscalização contra cafés com indícios de adulteração, em articulação com órgãos federais e entidades de defesa do consumidor.
Em âmbito nacional, o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Secretaria Nacional do Consumidor, Procons e a ABIC realizaram uma operação integrada entre 25 e 28 de maio para combater irregularidades em cafés torrados. O balanço federal aponta 84 fiscalizações, 19 estabelecimentos interditados e mais de 82 toneladas de produtos apreendidos, incluindo 5.944 quilos de café torrado e moído e 76.070 quilos de matérias-primas usadas na produção.
No Rio, as equipes seguem fiscalizando estabelecimentos em diferentes regiões para verificar origem, qualidade, rotulagem e conformidade dos produtos vendidos ao consumidor. A orientação é que os consumidores observem sinais de irregularidade, confiram informações no rótulo e denunciem produtos suspeitos aos órgãos de defesa do consumidor.
Vídeos divulgados pelas autoridades mostram agentes durante a ação, com o recolhimento dos produtos considerados irregulares e a retirada dos itens das áreas de venda. A fiscalização deve continuar para ampliar a segurança alimentar e coibir práticas que prejudicam tanto o consumidor quanto empresas que cumprem as normas de qualidade.
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