O mercado de trabalho brasileiro voltou a registrar saldo positivo em abril, com a criação de quase 86 mil empregos com carteira assinada, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Apesar do resultado positivo, o ritmo de geração de vagas desacelerou em comparação ao mesmo período do ano passado. Em abril de 2025, o país havia criado cerca de 238 mil postos formais de trabalho, o que representa uma queda superior a 60% no desempenho deste ano.
Entre os meses de abril desde 2020, o resultado de 2026 só ficou acima do registrado durante o início da pandemia da covid-19.
Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, fatores como juros elevados, desaceleração econômica e impactos provocados por conflitos internacionais influenciaram diretamente o comportamento do mercado de trabalho nos últimos meses.
Mesmo com a perda de ritmo, o estoque de empregos formais no país apresentou crescimento de 2,3% nos últimos 12 meses.
O setor de serviços a geração de vagas em abril, com quase 70 mil novos postos de trabalho. Na sequência aparecem a construção civil, responsável pela abertura de aproximadamente 23 mil vagas, e a indústria, que criou mais de 9 mil empregos formais.
Em contrapartida, os setores de agropecuária e comércio fecharam o mês com saldo negativo, registrando mais desligamentos do que admissões.
Entre os estados, São Paulo liderou a criação de empregos formais, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais. Das 27 unidades da federação, 24 apresentaram saldo positivo no período. Apenas Alagoas, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul registraram queda no número de vagas.
No acumulado entre maio de 2025 e abril de 2026, o Brasil criou cerca de 1,06 milhão de empregos com carteira assinada. Já entre janeiro e abril deste ano, foram abertas aproximadamente 700 mil vagas formais, resultado inferior ao observado no mesmo período do ano anterior.
Com isso, o país encerrou abril com quase 48 milhões de trabalhadores empregados formalmente, mantendo crescimento em relação ao mesmo período de 2025.
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