O Ministério Público de Santa Catarina entrou com uma ação na Justiça para solicitar o resgate de aproximadamente 400 gatos mantidos em condições consideradas insalubres dentro de um apartamento na cidade de Concórdia, no oeste do estado.
Segundo o órgão, os animais vivem em situação de superlotação em um imóvel de cerca de 200 metros quadrados, onde foram identificados problemas graves de higiene, além da presença de doenças entre os felinos.
De acordo com as investigações, a responsável pelos animais havia firmado um acordo com o Ministério Público no mês de abril para permitir o acompanhamento da situação e o acesso de equipes técnicas ao apartamento.
No entanto, conforme o MP, os termos não teriam sido cumpridos, e profissionais de monitoramento teriam sido impedidos de entrar no local.
Diante do descumprimento, o órgão solicitou autorização judicial para realizar entrada forçada no imóvel, com apoio policial, a fim de garantir atendimento emergencial aos gatos e iniciar a retirada gradual dos animais.
O plano apresentado prevê que o resgate ocorra ao longo de seis meses. Após serem retirados do apartamento, os gatos deverão passar por avaliação veterinária, tratamento médico, recuperação e posterior encaminhamento para adoção responsável.
Ainda segundo o Ministério Público, o caso teria começado há cerca de dez anos, quando a moradora adotou um casal de gatos. Sem controle adequado de reprodução, os animais passaram a se multiplicar continuamente até atingir a quantidade atual.
O MP destacou que a prioridade da medida é evitar o agravamento das condições sanitárias, proteger o bem-estar dos animais e reduzir riscos à saúde pública relacionados à situação encontrada no imóvel.
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