Em mais um desdobramento de um caso envolvendo investigações sobre lavagem de dinheiro e suposta atuação de organizações criminosas, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, rejeitou o pedido de liberdade da influenciadora digital Deolane Bezerra, presa no âmbito da Operação Vérnix, que apura possíveis ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A decisão foi assinada no dia 23 e divulgada oficialmente no domingo (24). De acordo com o entendimento do ministro, o STF não seria o foro adequado para analisar o habeas corpus naquele momento, uma vez que a decisão contestada foi proferida em primeira instância.
Nesse sentido, ele destacou que a legislação prevê o trâmite regular do pedido nas instâncias inferiores antes de eventual análise pela Suprema Corte.
Flávio Dino também apontou que não foram apresentados elementos suficientes para justificar uma atuação imediata do Supremo Tribunal Federal.
Mesmo em uma análise hipotética de mérito, o ministro afirmou não ter identificado ilegalidade evidente ou situação excepcional que justificasse a concessão da liberdade da investigada.
Deolane Bezerra foi presa em sua residência, uma mansão localizada em Alphaville, região conhecida por condomínios de alto padrão na Grande São Paulo.
Segundo as investigações, há suspeitas de que ela tenha recebido valores provenientes de uma transportadora apontada como ligada ao PCC, com atuação em Presidente Venceslau, no interior paulista, e supostamente utilizada para movimentação de recursos ilícitos.
Após a prisão, a influenciadora foi transferida da Penitenciária Feminina de Santana, na capital paulista, para a unidade prisional de Tupi Paulista, no interior do estado.
Informações das autoridades penitenciárias indicam que o local opera acima da capacidade prevista.
A influenciadora já havia sido presa anteriormente, em 2024, durante a Operação Integration, que investigava um esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.
Na ocasião, a detenção ocorreu na cidade de Recife.
Conhecida nacionalmente, Deolane Bezerra construiu forte presença nas redes sociais, acumulando milhões de seguidores, além de atuar como advogada.
Sua projeção pública ganhou maior visibilidade após a morte do cantor MC Kevin, em 2021, caso que teve grande repercussão e foi posteriormente classificado pelas investigações como acidente.
As apurações da Operação Vérnix seguem em andamento, e novas fases da investigação devem ser divulgadas pelas autoridades conforme o avanço do caso.
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