Em um dia de recuperação nos mercados financeiros, o dólar perdeu força frente ao real e a Bolsa de Valores voltou a subir nesta quarta-feira (20), refletindo o alívio nas tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã.
O cenário internacional mais favorável reduziu o temor de impactos sobre o fornecimento global de petróleo e aumentou o apetite dos investidores por ativos de risco.
A moeda norte-americana encerrou o pregão cotada a R$ 5,003, registrando queda de 0,74%. Pela manhã, o dólar chegou a ultrapassar os R$ 5,05, mas recuou ao longo do dia acompanhando a melhora do ambiente externo.
O movimento foi impulsionado pela retomada da navegação de embarcações pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo. Além disso, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizando avanço nas negociações diplomáticas com o Irã contribuíram para reduzir a tensão nos mercados.
Com o cenário menos pressionado, os preços internacionais do petróleo registraram forte queda. O barril do Brent caiu 5,62%, encerrando o dia a US$ 105,02. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, recuou 5,7%, fechando a US$ 98,26.
Na B3, o Ibovespa avançou 1,77%, terminando o pregão aos 177.355 pontos. O desempenho representou o maior ganho diário do índice desde o início de abril, após três sessões consecutivas de perdas.
A valorização da bolsa brasileira foi puxada principalmente pelos setores de mineração, bancos e consumo. Entre os destaques positivos ficaram ações da CSN Mineração, Cury e Lojas Renner. Na contramão, os papéis da Petrobras recuaram mais de 3%, impactados diretamente pela forte queda nos preços do petróleo.
Outro fator que ajudou o mercado brasileiro foi a divulgação de dados do Banco Central mostrando entrada líquida superior a US$ 3 bilhões no fluxo cambial da última semana, principalmente pelo canal financeiro.
Nos Estados Unidos, as bolsas também fecharam em alta. O índice Nasdaq subiu 1,54%, enquanto o S&P 500 avançou 1,08%, sustentados pela queda nos juros dos títulos públicos americanos e pela expectativa em torno dos resultados financeiros da fabricante de chips Nvidia.
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