Sete escolas que desfilaram pela Série Ouro na noite de sexta-feira (17), na Marquês de Sapucaí, estão brigando pela única vaga na elite do samba do Rio de Janeiro.
As duas últimas escolas da Série Ouro serão rebaixadas e desfilarão na Série Prata, na Nova Intendente, na Zona Norte, no carnaval de 2024. Este ano, só uma das 15 sobe ao Grupo Especial.
E o mundo das fábulas e releituras da história marcaram alguns enredos na primeira noite dos desfiles. No sábado (18), mais oito agremiações se apresentaram. Confira:
Arranco do Engenho de Dentro
Vinda da Intendente Magalhães, pela Série Prata, a Azul e Branca, a Escola Arranco do Engenho de Dentro foi a primeira a desfilar na sexta-feira, nas cores verde e rosa para homenagear Zé Espinguela, um dos fundadores da Estação Primeira de Mangueira.
Na primeira semana do destile, um temporal causou danos em alguns barracões, e no da Arranco adereços foram destruídos, segundo destacou reportagem do G1.
Lins Imperial
Afilhada da Mangueira, a Lins Imperial desfilou nas cores vermelhas para contar a história de João Francisco dos Santos, o lendário Madame Satã, ícone da malandragem carioca nos anos 20.
A escola desfilou com um carro a menos. A segunda alegoria quebrou ainda na armação, e cerca de 60 componentes tiveram de descer.
Nordestino, preto e homossexual, o “bicha malandro”, Madame Satã foi representada tanto pelo Gato de Salto quanto por Dani Foxx, a rainha de bateria.
Acadêmicos de Vigário Geral
A agremiação este ano optou por enredo lúdico. O esquenta antes do samba “A fantástica fábrica da alegria” foi com “Superfantástico”, música que fez sucesso dos anos 1980 com o grupo Balão Mágico.
A rainha Egili Oliveira veio à frente de uma bateria de chapolins colorados.
A Comissão de Frente era de Oompa-Loompas, os operários da Fantástica Fábrica de Chocolates.
Uma das alegorias trouxe o Xou da Xuxa, com nave e tudo.
Estácio de Sá
Nas cores Vermelha e Branca a Escola narrou uma fábula do encontro entre São João e São Luiz, em que também homenageou a festa juninha do Maranhão.
A escola também teve problemas, porque fantasias da ala das passistas da Estácio não ficaram prontas, o que provocou indignação de passistas.
O desfile ficou a seis segundos de estourar o tempo. Este ano, pela primeira vez, os relógios da Sapucaí estão mostrando os segundos.
DIÁRIO DA GUANABARA NO INTAGRAM: Fotos e vídeos do desfile da Unidos de Padre Miguel:
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Unidos de Padre Miguel
A escola retratou a influência árabe no Nordeste no enredo “Baião de mouros”, num dos melhores desfiles da noite. Carros grandiosos e bem-acabados foram destaque. No abre-alas, o touro vermelho — símbolo da UPM — soltava fumaça pelas ventas e remexia os olhos.
Acadêmicos de Niterói
Na esteira da comemoração dos 450 anos da cidade de Niterói, a escola fez uma releitura do “Carnaval da vitória” de 1946 — no retorno dos festejos após o fim da Segunda Guerra Mundial.
Juarez Souza, rei de bateria, veio coberto dos pés à cabeça.
São Clemente
Coautor do samba-enredo, Marcelo Adnet veio na comissão de frente, em que indígenas depenavam e desnudavam um fidalgo — papel do humorista.
A escola fez uma viagem no tempo, de um jeito divertido e irreverente, em que os povos originários tomam o caminho inverso dos descobridores, da Praia de Botafogo, na Zona Sul do Rio, direto para a Europa. A Amarela e Preta da Zona Sul terminou o desfile já com dia claro, no início da manhã deste sábado.
Da D+NEWS TV com edição de Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












