A quadra da escola de samba Portela, em Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, recebe nesta terça-feira (19) o velório do cantor e compositor Noca da Portela.
O espaço foi preparado para a despedida do integrante da velha guarda da agremiação, que teve sua morte confirmada no último domingo (17), após um período de internação.
A escola decretou luto oficial e organizou a cerimônia de despedida, que segue até as 14h. O ambiente foi tomado por coroas de flores enviadas por admiradores, amigos e representantes de outras escolas de samba do Rio.
Durante o velório, artistas e integrantes do samba prestaram homenagens ao compositor. A porta-bandeira Selminha Sorriso destacou o afeto e a importância de Noca em sua trajetória pessoal, enquanto o sambista Marquinhos de Oswaldo Cruz ressaltou o papel dele como referência cultural e elo entre gerações do samba carioca.
Nascido em Minas Gerais com o nome Osvaldo Alves Pereira, Noca se mudou ainda criança para o Rio de Janeiro, onde iniciou sua formação musical. Na década de 1960, passou a integrar a Portela a convite de Paulinho da Viola, iniciando uma longa e marcante trajetória na escola.
Ao longo da carreira, consolidou-se como um dos principais compositores da agremiação, com obras que marcaram o samba brasileiro, incluindo “Virada”, interpretada por Beth Carvalho, e “Portela Querida”, gravada por Elza Soares.
Também integrou o Trio ABC da Portela e acumulou vitórias em disputas de samba-enredo.
Entre suas composições mais conhecidas estão ainda “Recordar é Viver”, “Gosto que me Enrosco”, “Os Olhos da Noite” e o samba-enredo “ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal”, reforçando seu legado na história do samba.
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