A Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF), avançou nos últimos meses e se tornou uma das investigações mais amplas já realizadas no sistema financeiro brasileiro, envolvendo suspeitas de fraudes bilionárias e uma rede de relações entre empresários, agentes do mercado e possíveis vínculos com o setor público.
As apurações tiveram início em 2024, a partir de uma solicitação do Ministério Público Federal (MPF), e passaram a ser acompanhadas por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou medidas como prisões, buscas e bloqueios de valores que chegam a dezenas de bilhões de reais.
O principal foco da investigação está no empresário Daniel Vorcaro, apontado pela PF como suposto líder de um esquema que envolveria a emissão de ativos financeiros sem lastro e a negociação desses papéis no mercado, com participação de diferentes intermediários.
Ao longo de seis fases, a operação foi ampliada e resultou no cumprimento de mandados em diversos estados, além da inclusão de instituições financeiras e órgãos reguladores, como o Banco Central do Brasil, no campo de análise das autoridades.
Na primeira etapa, os investigadores identificaram suspeitas relacionadas à criação e comercialização de carteiras de crédito sem garantia real. Na sequência, a segunda fase passou a investigar possíveis crimes de lavagem de dinheiro, levando ao bloqueio de recursos bilionários.
A terceira fase aprofundou apurações sobre uma possível estrutura de intimidação contra adversários, enquanto as etapas seguintes passaram a incluir suspeitas de corrupção, influência política e atuação de intermediários ligados ao grupo investigado.
A operação também gerou impactos no sistema bancário, com intervenções em instituições associadas ao conglomerado sob investigação e acionamento do Fundo Garantidor de Créditos para proteção de clientes afetados.
As investigações seguem em andamento, com análise de provas, rastreamento de fluxos financeiros e apuração de possíveis conexões internacionais. O caso permanece sob supervisão do STF, responsável por autorizar as principais medidas cautelares.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











