Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, especialistas em saúde chamam atenção para um aspecto que vai além do esporte: a necessidade de atualizar a vacinação antes de viajar.
A previsão de circulação de milhões de torcedores entre os três países acende o alerta para a disseminação de doenças infecciosas em ambientes de grande aglomeração, como estádios, aeroportos e áreas turísticas.
Médicos destacam que doenças respiratórias tendem a ter maior impacto nesse tipo de evento. O cardiologista Fábio Argenta, da Saúde Livre Vacinas, afirma que a imunização também deve ser vista como forma de proteção cardiovascular, especialmente entre idosos e pessoas com doenças do coração.
Já a infectologista Maria Isabel de Moraes Pinto alerta que a circulação internacional intensifica o risco de transmissão de doenças como o sarampo, que segue altamente contagioso.
Segundo os especialistas, o ideal é que os viajantes revisem a caderneta de vacinação com antecedência. Algumas vacinas exigem múltiplas doses ou intervalos para garantir proteção adequada, o que torna o planejamento essencial.
A recomendação é iniciar a atualização entre quatro e seis semanas antes da viagem, com destaque para vacinas contra febre amarela, tríplice viral, Covid-19, influenza, hepatites A e B e meningite.
A orientação médica é que a imunização esteja completa pelo menos 15 dias antes do embarque, período necessário para o desenvolvimento da resposta imunológica.
A preocupação é reforçada pelo aumento recente de casos de sarampo na América do Norte, o que torna a vacina tríplice viral uma das principais recomendações para os viajantes.
Além das doenças respiratórias, especialistas alertam para os riscos específicos em idosos, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas. Para esses grupos, vacinas como influenza, Covid-19 e pneumocócicas são consideradas fundamentais para reduzir complicações durante viagens internacionais.
Também são recomendadas medidas complementares de prevenção, como higiene frequente das mãos, uso de álcool em gel e máscara em locais fechados ou muito cheios.
Em alguns casos, médicos indicam ainda a contratação de seguro saúde internacional e uma avaliação clínica antes da viagem.
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