O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia começou a produzir efeitos práticos no comércio exterior brasileiro, segundo informações divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
De acordo com a pasta, já foram autorizadas oito licenças de exportação dentro das cotas previstas no tratado, contemplando produtos como carne bovina fresca e congelada, carne de aves desossada e cachaça.
Um dos principais impactos ocorre no setor de carne bovina. A tradicional Cota Hilton, que anteriormente permitia ao Brasil exportar até 10 mil toneladas de cortes nobres para o mercado europeu com tarifa de 20%, passou a operar com tarifa zero após a entrada em vigor das novas condições previstas no acordo.
O governo avalia que a mudança aumenta a competitividade dos produtos brasileiros no mercado europeu, especialmente em segmentos de maior valor agregado do agronegócio.
No fluxo de importações, o Brasil também autorizou seis licenças para entrada de produtos europeus no país, incluindo chocolates, tomates e queijos.
Segundo o ministério, mais de 5 mil linhas tarifárias já passaram a operar com tarifa zero para exportações destinadas à União Europeia, representando 54,3% do total abrangido pelo acordo comercial.
No sentido contrário, 1.152 linhas tarifárias foram liberadas sem cobrança de tarifas para produtos europeus importados pelos países do Mercosul, o equivalente a cerca de 11% do total previsto nas negociações.
O acordo entre Mercosul e União Europeia é considerado um dos maiores tratados comerciais já negociados pelos blocos e vem sendo acompanhado de perto por setores da indústria, agronegócio e comércio internacional devido ao potencial impacto econômico nas próximas décadas.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











