A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14), a sexta fase da Operação Compliance Zero e realizou a prisão do empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro.
A nova etapa da operação também mira agentes ligados à própria corporação e aprofunda investigações sobre um suposto esquema criminoso envolvendo intimidação, acesso ilegal a informações sigilosas e invasão de dispositivos eletrônicos.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura possíveis crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, invasão de sistemas informáticos e associação criminosa.
Nesta fase, estão sendo cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal.
As ações acontecem nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Além das prisões e buscas, a Justiça determinou medidas cautelares como afastamento de funções públicas, bloqueio de bens e sequestro patrimonial dos investigados.
A Operação Compliance Zero vem sendo executada em diferentes fases ao longo de 2025 e já atingiu empresários, operadores financeiros, advogados e pessoas ligadas ao setor público.
Na quinta etapa da investigação, realizada na semana anterior, a Polícia Federal cumpriu um mandado de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão. Entre os nomes citados naquela fase estava o senador Ciro Nogueira.
Já na quarta fase, realizada em abril, foram presos preventivamente Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro, apontado pelas autoridades como operador jurídico-financeiro do suposto esquema ligado a Daniel Vorcaro.
Nas etapas anteriores, a Polícia Federal cumpriu dezenas de mandados em estados como Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Segundo as investigações, os bloqueios e sequestros patrimoniais relacionados ao caso podem alcançar cerca de R$ 27,7 bilhões.
A nova fase amplia o alcance das apurações e reforça o foco das autoridades em possíveis conexões entre agentes públicos, empresários e operadores financeiros suspeitos de participação em um esquema de crimes financeiros e obtenção ilegal de dados sigilosos.
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