Uma movimentação envolvendo política, produção cinematográfica e cifras elevadas chamou atenção nesta quarta-feira (13), após a divulgação de informações sobre uma tentativa de financiamento de um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo relatos publicados pelo site The Intercept, o senador Flávio Bolsonaro teria buscado apoio financeiro junto ao empresário Daniel Vorcaro para viabilizar o longa-metragem “Dark Horse”, que estaria sendo desenvolvido com produção e equipe internacionais.
De acordo com as informações, o valor inicialmente previsto para o projeto chegaria a aproximadamente R$ 134 milhões. Ainda segundo a apuração, o aporte efetivamente realizado teria sido menor, em torno de R$ 62 milhões, o que reacendeu discussões sobre a dimensão financeira e o escopo da produção.
Ao ser convertido, o orçamento estimado alcançaria cerca de US$ 26,8 milhões, colocando o projeto em um patamar semelhante ao de grandes produções do cinema mundial.
No cenário internacional, filmes de alto impacto como “Titanic”, “Gladiador”, “Oppenheimer” e “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” figuram entre produções de grandes orçamentos, embora muitos vencedores do Oscar tenham sido realizados com custos bem inferiores.
Já no Brasil, o valor estimado colocaria o projeto entre os mais caros já associados ao cinema nacional, superando produções de destaque como “Ainda Estou Aqui”, “Nosso Lar”, “O Agente Secreto” e “Lula, o Filho do Brasil”.
O caso amplia o debate sobre a relação entre política e produção audiovisual, além de levantar questionamentos sobre financiamento, escala de investimento e influência de figuras públicas em projetos culturais de grande porte.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











