Os tribunais regionais eleitorais (TREs) mantêm abertas as inscrições para eleitores interessados em colaborar com a organização do processo de votação.
A função dos mesários é essencial para garantir que o pleito ocorra de forma segura, transparente e organizada.
Esses colaboradores são responsáveis por auxiliar na identificação dos eleitores, acompanhar o funcionamento da urna eletrônica e assegurar o cumprimento das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou, desde março, uma campanha nacional para ampliar o número de voluntários.
A mobilização inclui divulgação em emissoras de rádio e televisão, além de conteúdos produzidos para plataformas digitais como Instagram, TikTok e LinkedIn, com foco especial na participação do público jovem.
Podem se inscrever cidadãos maiores de 18 anos que estejam com a situação eleitoral regularizada.
No entanto, a legislação impede a atuação de candidatos nas eleições, parentes de até segundo grau desses concorrentes, integrantes de diretórios partidários com funções executivas e autoridades policiais.
O cadastro pode ser realizado pelo aplicativo e-Título, nos portais dos TREs ou diretamente junto aos cartórios eleitorais, que também disponibilizam atendimento por telefone e WhatsApp em diversas regiões do país.
A inscrição não significa convocação automática. Os nomes ficam registrados no banco de voluntários e podem ser utilizados tanto nas eleições de 2026 quanto em pleitos futuros.
Quando selecionado, o eleitor recebe uma convocação formal com informações sobre o local de trabalho, a função e o treinamento obrigatório.
A capacitação é oferecida pelo aplicativo Mesário, que apresenta conteúdos em módulos e orienta sobre as tarefas de cada integrante da mesa receptora, como presidente, primeiro e segundo mesários e secretário.
Cada seção eleitoral conta com quatro pessoas encarregadas de conduzir os trabalhos.
Entre as atividades estão a organização das filas, o atendimento prioritário, a verificação da urna eletrônica, a identificação do eleitor, a coleta da assinatura ou biometria e a entrega do comprovante de votação.
Embora o trabalho seja voluntário, os convocados recebem auxílio-alimentação de R$ 65 por turno, conforme previsto na Portaria TSE nº 86/2025.
Além disso, a legislação garante dois dias de folga para cada dia dedicado ao treinamento e para cada dia efetivamente trabalhado nas eleições.
A participação também pode representar vantagem em concursos públicos, quando prevista em edital, funcionando como critério de desempate.
Em algumas instituições de ensino conveniadas com a Justiça Eleitoral, o serviço ainda pode ser contabilizado como atividade complementar.
As folgas devem ser negociadas com o empregador ou com a instituição de ensino. Se o convocado não puder comparecer, será necessário apresentar justificativa formal à Justiça Eleitoral.
Caso a explicação não seja aceita, o eleitor poderá sofrer sanções previstas em lei.
O primeiro turno das eleições gerais de 2026 está marcado para 4 de outubro.
Se houver necessidade de segundo turno para os cargos de presidente da República e governador, a nova votação ocorrerá em 25 de outubro.
O pleito deste ano também marca uma data simbólica para a democracia brasileira. Em 2026, a urna eletrônica completa 30 anos de utilização no país.
Desde sua adoção, em 1996, a tecnologia se consolidou como um dos pilares do sistema eleitoral brasileiro, reconhecido internacionalmente pela agilidade e segurança na apuração dos votos.
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