Um surto de hantavírus registrado em um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico levou autoridades internacionais de saúde a reforçarem o alerta sobre a doença.
A embarcação fazia o trajeto entre Ushuaia e Cabo Verde quando foram identificados casos suspeitos e mortes a bordo.
Segundo informações divulgadas, três pessoas morreram e outras três apresentaram sintomas compatíveis com a infecção, o que levou à adoção de medidas de contenção sanitária no navio.
O hantavírus é uma doença viral aguda transmitida principalmente por roedores silvestres. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), o vírus pode provocar duas formas principais de infecção em humanos: a síndrome pulmonar por hantavírus, mais comum nas Américas, e a febre hemorrágica com síndrome renal.
Os animais transmissores não apresentam sintomas, mas eliminam o vírus por meio da urina, fezes e saliva. A infecção humana ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas contaminadas presentes em ambientes fechados ou mal ventilados.
Também pode acontecer por contato direto com secreções ou, mais raramente, por mordidas e arranhões.
As autoridades de saúde reforçam que não há evidências de transmissão entre pessoas.
O período de incubação da doença varia de uma a seis semanas. No início, os sintomas podem se assemelhar aos de uma gripe forte, com febre, dores no corpo, calafrios e mal-estar. Em casos mais graves, a evolução pode ser rápida, com comprometimento respiratório severo e acúmulo de líquido nos pulmões.
Na forma hemorrágica, o vírus pode atingir os rins e provocar hemorragias, além de choque em estágios avançados.
Até o momento, não existe tratamento específico para o hantavírus. O cuidado médico é baseado em suporte intensivo, com internação em unidades de terapia intensiva e medidas para estabilização do paciente.
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