Um levantamento recente revelou um cenário preocupante de violência contra profissionais da saúde no estado do Rio de Janeiro. Entre 2018 e 2025, foram contabilizados 987 episódios de agressões contra médicos durante o exercício da função.
Os dados indicam que a maior parte dos casos ocorreu em unidades públicas, com 717 registros, enquanto 270 foram verificados em estabelecimentos privados.
A violência verbal aparece como o tipo mais comum, somando 459 ocorrências. Na sequência, surgem 208 casos de assédio moral e 89 episódios de agressão física.
O estudo também destaca um recorte de gênero: a maioria das vítimas é composta por mulheres, o que evidencia uma vulnerabilidade maior dentro do ambiente profissional.
A situação foi debatida nesta terça-feira (5) em um encontro promovido pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), em parceria com o Conselho Federal de Medicina.
Durante o evento, o presidente do Cremerj, Antônio Braga Neto, chamou atenção para a gravidade dos números e defendeu a adoção de medidas urgentes para garantir a segurança dos profissionais.
Segundo ele, a rotina de atendimento, muitas vezes marcada por condições adversas, contribui para a exposição dos médicos a situações de risco.
O dirigente também ressaltou a necessidade de proteção reforçada para médicas, especialmente diante de episódios de violência física, considerados inaceitáveis dentro de unidades de saúde.
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