O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, anunciou a nomeação de novos integrantes para o alto escalão do governo estadual. As mudanças contemplam as secretarias de Fazenda, Planejamento e Gestão, além da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ), e fazem parte de um processo mais amplo de revisão das estruturas administrativas.
As nomeações foram publicadas no Diário Oficial nesta quarta-feira (29) e sinalizam a continuidade de ajustes internos na gestão estadual.
Já a Secretaria de Planejamento e Gestão será comandada por Rafael Abreu. Servidor de carreira desde 2012, Abreu acumulou experiência na Subsecretaria de Planejamento e Orçamento, onde atuou por mais de três anos. Sua trajetória inclui a coordenação de políticas públicas e a elaboração de instrumentos estratégicos de planejamento e orçamento.
Na área jurídica, o advogado Bruno Teixeira Dubeux retorna ao comando da Procuradoria-Geral do Estado. Ele já havia ocupado o posto entre 2020 e 2023, período em que liderou iniciativas institucionais importantes, como a criação de comissões voltadas ao combate ao racismo estrutural e à promoção da igualdade de gênero. Também participou da modelagem jurídica da concessão do saneamento e da manutenção do estado no Regime de Recuperação Fiscal.
Nomeação na Saúde
As mudanças no secretariado incluem ainda a área da Saúde. Na terça-feira (28), Couto nomeou o médico Ronaldo Damião para comandar a pasta. Especialista em urologia, ele possui trajetória acadêmica consolidada e atualmente ocupa a vice-presidência da Academia Nacional de Medicina.
Damião também já presidiu a Sociedade Brasileira de Urologia e atua nas áreas de cirurgia oncológica e pesquisa clínica, o que reforça o perfil técnico da nova gestão na saúde estadual.
Reestruturação em andamento
As nomeações fazem parte de um movimento mais amplo de reorganização administrativa conduzido pelo governo estadual. A estratégia busca otimizar a gestão pública, fortalecer áreas estratégicas e dar maior eficiência às políticas públicas.
Nos bastidores, as mudanças são interpretadas como parte de um redesenho da máquina pública, com impacto direto na condução das finanças, planejamento e defesa jurídica do estado.
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