O Brasil alcançou um novo recorde na realização de transplantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025, com 30.986 procedimentos realizados, segundo dados do Ministério da Saúde.
O número representa um crescimento aproximado de 21% em relação a 2022 e reforça a expansão da política pública de doação de órgãos no país.
Apesar do avanço, a demanda ainda é elevada: cerca de 49 mil pessoas permanecem na fila de espera por um órgão em 2026, evidenciando os desafios do sistema de transplantes.
No Brasil, a doação de órgãos ocorre principalmente após a confirmação de morte encefálica, quando há perda irreversível das funções cerebrais.
Nesse cenário, a autorização da família é indispensável para que a doação seja realizada. A distribuição dos órgãos segue critérios técnicos, como compatibilidade, gravidade do paciente e condições clínicas.
Cada estado mantém uma lista própria de espera, integrada ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que coordena os casos em nível nacional quando há disponibilidade de órgãos compatíveis. Ainda assim, especialistas apontam que nem todos os pacientes conseguem receber o transplante a tempo.
Não há limite de idade fixo para ser doador. A viabilidade dos órgãos é avaliada individualmente por equipes médicas. J
á a doação em vida segue regras mais rígidas, exigindo que o doador seja maior de idade, saudável e submetido a avaliação médica. Nesses casos, é possível doar órgãos como rim, parte do fígado e medula óssea.
A legislação brasileira permite doações entre parentes próximos e cônjuges, enquanto outras situações podem depender de autorização judicial.
Mesmo assim, especialistas destacam que o fator decisivo continua sendo o diálogo familiar, já que a decisão final cabe aos familiares.
Um dos principais mitos sobre o tema é a ideia de que a doação de órgãos altera a aparência do corpo, o que é incorreto.
Segundo profissionais da área, o procedimento é realizado com técnicas adequadas e o corpo é preparado para o velório sem danos visíveis.
Outro ponto importante é que a retirada de órgãos só ocorre após a confirmação rigorosa da morte encefálica, sempre com prioridade absoluta para tentativas de salvar a vida do paciente.
Um único doador pode beneficiar vários pacientes, já que diferentes órgãos e tecidos podem ser transplantados, como coração, rins, fígado, pulmões, córneas, pele e ossos.
O tempo de preservação varia conforme o órgão, podendo ir de poucas horas até cerca de dois dias.
Após o transplante, os pacientes precisam de acompanhamento contínuo e uso de medicamentos imunossupressores para evitar rejeição, mantendo cuidados ao longo da vida mesmo após a cirurgia.
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