O governo do Rio de Janeiro ampliou a rodada de cortes na administração estadual com a publicação, nesta segunda-feira (20), de uma edição extra do Diário Oficial que confirmou mais 94 exonerações de cargos comissionados.
A medida integra um processo mais amplo de reestruturação do Executivo fluminense.
Com as novas dispensas, o total de exonerações já chega a 638 servidores em poucos dias. Segundo estimativas da gestão, o conjunto de ações deve gerar uma economia mensal de aproximadamente R$ 10 milhões aos cofres públicos.
As mudanças atingem principalmente estruturas ligadas à Secretaria de Governo, à Casa Civil e ao Gabinete do Governador.
De acordo com informações apuradas, entre os desligados estão servidores nomeados após disputarem eleições municipais sem sucesso e posteriormente alocados em outras regiões do estado.
O movimento de cortes ganhou força na semana anterior, quando 554 exonerações foram publicadas em apenas dois dias.
Um dos grupos já desligados representava, sozinho, impacto estimado de cerca de R$ 8 milhões mensais na folha de pagamento estadual.
Além dos cargos comissionados, o governo iniciou uma revisão mais ampla da estrutura administrativa. Levantamentos internos apontam que duas secretarias concentram cerca de 4 mil servidores, e o plano prevê a redução de aproximadamente 1,6 mil funções ao longo do processo de reestruturação.
Parte das exonerações também mira possíveis irregularidades funcionais, incluindo casos de servidores que não estariam em atividade regular, conhecidos informalmente como “fantasmas”. A gestão afirma que o objetivo é reorganizar a máquina pública e reduzir despesas permanentes.
O pacote inclui ainda mudanças no organograma do Executivo, com a recriação da Subsecretaria-Geral vinculada à Casa Civil, que será comandada pelo procurador Sérgio Pimentel, com passagens por órgãos como Cedae e Detran.
Desde a posse do governador em exercício, em 23 de março, já foram realizadas ao menos nove nomeações para cargos estratégicos em áreas como Casa Civil, Governo, Controladoria-Geral do Estado, segurança pública e estatais como Cedae e RioPrevidência.
Paralelamente, o governo também conduz uma auditoria em larga escala que envolve mais de 6,7 mil contratos ativos, somando cerca de R$ 81 bilhões.
A iniciativa é apresentada como um “choque de transparência”, com foco na revisão de gastos e reorganização administrativa do estado.
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