A redução no número de tiroteios não foi suficiente para diminuir a sensação de insegurança no Grande Rio durante o mês de março.
Dados do Instituto Fogo Cruzado indicam queda de 13% nas ocorrências de disparos em comparação com o mesmo período do ano anterior, passando de 170 para 148 registros.
Apesar da redução, o número de vítimas aumentou. Ao todo, 139 pessoas foram baleadas no período, uma alta de 6%. Desse total, 72 morreram e 67 ficaram feridas, evidenciando que o cenário segue preocupante.
As operações policiais tiveram papel relevante nesse contexto. Segundo o levantamento, 51% dos tiroteios ocorreram durante ações das forças de segurança.
Entre os casos registrados, ao menos oito pessoas foram atingidas por balas perdidas, sendo que metade dessas ocorrências também aconteceu durante operações.
Outro dado que chama atenção é o avanço da violência em assaltos. O número de baleados nesse tipo de crime dobrou, passando de oito para 16 vítimas.
A região sudoeste da Rio de Janeiro concentrou a maior parte dos casos, seguida pelo leste metropolitano e pela zona norte da capital.
Na divisão por municípios, a cidade do Rio concentrou 63% dos tiroteios da região metropolitana, com 93 registros. Entre as áreas mais afetadas estão bairros como Taquara, na zona oeste, além de Niterói, com destaque para o bairro Fonseca, e regiões da zona norte da capital, como Cascadura.
Em resposta aos dados, a Secretaria de Segurança Pública informou que não comenta o levantamento por não conhecer a metodologia aplicada.
Já os números do Instituto de Segurança Pública apontam uma tendência diferente, com queda de 11% na letalidade violenta e redução de 16% nas mortes por intervenção de agentes do Estado em 2026, na comparação com o ano anterior.
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