A disputa pela indicação da Câmara dos Deputados ao cargo de ministro do Tribunal de Contas da União avançou para uma nova etapa com a formalização de sete nomes apresentados por diferentes partidos e blocos parlamentares. A vaga foi aberta após a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz.
Entre os indicados estão os deputados Danilo Forte (PP-CE), apoiado pela Federação PSDB/Cidadania; Hugo Leal (PSD-RJ), indicado pelo próprio PSD; Elmar Nascimento (União Brasil-BA), representando o União Brasil; e Gilson Daniel (Podemos-ES), indicado pelo Podemos. Também compõem a lista Soraya Santos (PL-RJ), pelo PL, e Adriana Ventura (Novo-SP), pelo partido Novo.
O nome de Odair Cunha aparece como o mais articulado dentro de uma ampla coalizão política, reunindo partidos como MDB, PT, PDT, PCdoB, PSB, Republicanos, Solidariedade, PRD, PP, PV e Psol. A candidatura também conta com apoio político já sinalizado por lideranças da Câmara.
Os sete postulantes serão submetidos a sabatina nesta segunda-feira (13), às 14h, na Comissão de Finanças e Tributação.
Após essa etapa, os nomes aprovados seguem para votação no plenário da Câmara, que definirá o indicado final.
O Tribunal de Contas da União é composto por nove ministros, sendo seis escolhidos pelo Congresso Nacional e três pelo presidente da República. Após a indicação pela Câmara, o nome ainda precisa passar por sabatina e aprovação no Senado Federal antes da nomeação definitiva.
A Corte tem papel central no controle das contas públicas federais, sendo responsável por analisar as contas anuais do presidente da República e fiscalizar a aplicação dos recursos públicos em todo o país.
Nos bastidores, a disputa envolve articulações políticas. O presidente da Câmara, Hugo Motta, reafirmou recentemente o apoio à candidatura de Odair Cunha, resultado de um acordo político firmado em 2024 que previa a indicação do parlamentar em troca de apoio à sua própria eleição para a presidência da Casa.
A definição do novo ministro do TCU é considerada estratégica, já que a composição da Corte influencia diretamente a fiscalização e o controle das contas públicas federais nos próximos anos.
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