A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro investiga um caso grave de violência envolvendo bullying contra uma adolescente de 11 anos em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.
De acordo com relatos da família, a vítima foi levada por um grupo de outras adolescentes para uma área isolada, onde sofreu agressões físicas e humilhações. Entre os atos mais chocantes, a menina teria sido obrigada a ingerir fezes de cachorro.
O caso aconteceu no dia 30 de março de 2026, em um condomínio localizado no bairro Galo Branco. A denúncia foi formalizada dias depois pelos familiares, após tomarem conhecimento da situação.
Segundo as informações iniciais, além da violência física e psicológica, a vítima também foi intimidada e coagida pelas agressoras. A agressão chegou a ser filmada e compartilhada entre adolescentes, o que ampliou a repercussão do caso nas redes sociais e gerou indignação entre moradores da região.
Vítima está abalada e recebe acompanhamento
Após o episódio, a adolescente foi encontrada em estado de desespero, com roupas sujas e visivelmente abalada. De acordo com familiares, ela apresenta comportamento introspectivo, chorando com frequência desde o ocorrido.
A menina está recebendo acompanhamento após o trauma, com apoio voltado à recuperação emocional e psicológica.
Investigação segue sob sigilo
A Polícia Civil informou que o caso está em apuração e que diligências estão em andamento para identificar todos os envolvidos e esclarecer as circunstâncias da agressão. O caso é investigado pela 72ª DP (São Gonçalo).
Por envolver menores de idade, os detalhes da investigação são mantidos sob sigilo, conforme prevê a legislação brasileira.
O episódio pode ser enquadrado como ato infracional análogo a crimes como constrangimento ilegal, lesão corporal e maus-tratos.
Especialistas alertam que situações como essa configuram formas extremas de bullying, caracterizadas por humilhação, violência psicológica e agressões repetidas, podendo causar impactos duradouros na saúde mental da vítima.
Como denunciar
Casos de violência contra crianças e adolescentes podem ser denunciados de forma anônima pelo Disque 100, canal nacional de proteção aos direitos humanos. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.
A investigação segue em andamento.
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