Em 2025, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva destinou, pela primeira vez, mais recursos de publicidade para plataformas digitais do que para algumas emissoras de televisão tradicionais.
Segundo a Folha de S.Paulo, Google e Meta — controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp — receberam R$ 234,8 milhões, valor superior aos repasses feitos ao SBT e à Band.
No total, a Secretaria de Comunicação Social investiu R$ 681 milhões em propaganda, elevando a participação da internet de 20% para 30% do montante global.
O Executivo justificou a mudança pela crescente preferência do público pelo consumo de informações via internet em comparação à TV aberta.
Apesar do avanço digital, 45% da verba ainda foi destinada às emissoras de televisão. A Globo e a Record, líderes de audiência, receberam R$ 150 milhões e R$ 80,5 milhões, respectivamente, enquanto SBT e Bandeirantes ficaram com R$ 45,8 milhões e R$ 24,4 milhões — valores inferiores ao investimento digital.
Durante o governo de Jair Bolsonaro (2020-2022), SBT e Record chegaram a receber mais recursos que a Globo, possivelmente devido a desentendimentos do ex-presidente com a emissora carioca.
O Tribunal de Contas da União contestou a distribuição na época, apontando falta de critérios técnicos, já que a Globo permanecia líder em audiência.
No mesmo período, jornais como Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S.Paulo tiveram repasses zerados, retomando verbas apenas em 2023, durante o terceiro mandato de Lula.
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