Depois de empossados na tarde desta quarta-feira (1º), no Palácio Tiradentes, os deputados da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) se preparam para uma das mais disputadas eleições da mesa diretora dos últimos tempos.
Os parlamentares eleitos voltam a se reunir na quinta-feira (02), às 15h, também no Palácio Tiradentes, quando estarão elegendo o novo presidente para o biênio 2023-2024.
Os dois candidatos à presidência são da base governista: o deputado Rodrigo Bacellar (PL-RJ), apoiado pelo governador Cláudio Castro, e o deputado Jair Bittencourt (PL–RJ), que aderiu ao movimento de sublevação contra a chapa do governo.
A máquina governista terá um grande peso nessa disputa e Castro cancelou uma viagem a Portugal para assumir pessoalmente a articulação em prol de Bacellar, que já teria o apoio de um bloco com 40 deputados.
Esta eleição traz ingredientes interessantes. Bittencourt usou o mesmo slogan bolsonarista em material divulgado em grupos de Whatsapp dos parlamentares: “É melhor Jair se acostumando”. E segundo alguns de seus aliados, teria assegurado votos do PSOL, do PT e do PL. Se foi verdade, é a prova inequívoca de que um ditado da política do Norte Fluminense tem sementes de verdade: “Carro de político não tem retrovisor”.
Não existe termômetro confiável para aferir a real temperatura, mas nesta quarta-feira, durante a posse dos 70 parlamentares, o clima era de poucos amores.
Os deputados foram empossados em sessão solene no Plenário Barbosa Lima Sobrinho, no Palácio Tiradentes, antiga sede do legislativo. A sessão foi comandada pelo deputado Carlos Minc (PSB), decano da Casa, que iniciará seu décimo mandato.
A Alerj terá uma renovação de 45,7% de suas cadeiras, e essa legislatura contará com 32 novos parlamentares e 38 reeleitos.
Nesta nova legislatura destaca-se o crescimento da bancada feminina, que representa 21,4% do total de parlamentares. Em 2018, tinham sido eleitas 12 mulheres. O Parlamento também ganha em inclusão e diversidade, com a eleição de Dani Balbi (PCdoB), primeira transsexual a ter mandato na Assembleia; de Índia Armelau (PL), autodeclarada indígena; e de Elika Takimoto (PT), autodeclarada asiática.
A maior bancada será do PL, com 17 deputados. Em sequência, vem a bancada do União Brasil, com oito parlamentares, seguida pelo PT com sete, PSD com seis e PSol com cinco. O PP contará com quatro deputados, enquanto o Republicanos e o Solidariedade terão três deputados cada um. Os partidos com dois representantes na Alerj são PSB, PROS, MDB, PDT e Podemos. Já Avante, PMN, Patriota, Agir, PSC, PTB, PCdoB contam com um parlamentar, cada legenda.
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